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‘Elize: Sombras de uma Mulher’ agrada no exterior

Sem discurso no Oscar, sem badalação da mídia, o longa brasileiro Elize: Sombras de uma Mulher está fazendo sucesso internacional na Netflix. O filme, escrito por Raphael Montes e Mariana Torres e dirigido por Felipe Vellas, já atingiu 16,2 milhões de visualizações até o dia 26 e se tornou a terceira produção mais vista da Netflix na última semana. Segundo o jornalista Luciano Guaraldo, do site

Sem discurso no Oscar, sem badalação da mídia, o longa brasileiro Elize: Sombras de uma Mulher está fazendo sucesso internacional na Netflix. O filme, escrito por Raphael Montes e Mariana Torres e dirigido por Felipe Vellas, já atingiu 16,2 milhões de visualizações até o dia 26 e se tornou a terceira produção mais vista da Netflix na última semana. Segundo o jornalista Luciano Guaraldo, do site Notícias da TV, Elize “ocupou o Top 10 de 88 países e territórios diferentes, ainda assumindo a primeira posição na Argentina, no Chile, na Eslováquia, na França, na Polônia, na República Tcheca, em Taiwan e na Nova Caledônia — além do próprio Brasil, é claro”.

O sucesso tem relação direta com a objetividade do filme, que não perturba o espectador com mensagens políticas nem com a exploração da miséria, como se tornou comum no cinema brasileiro. Conta a história real de Elize (Lorena Comparato), a garota de programa que se casou com seu cliente, o rico empresário Marcos Kitano Matsunaga (Henrique Kimura) — e não apenas o matou, como também esquartejou seu corpo e colocou os pedaços em malas.

O enredo mostra esse caminho entre a paixão e a tragédia por meio de uma estrutura narrativa inteligente, que deixa o momento mais esperado — o esquartejamento — para o final, sem decepcionar nem chocar. Se existe um defeito no filme, é o de tratar Elize como vítima das circunstâncias. Faz com que a gente sinta pena dela mesmo quando está com o facão na mão, desarticulando o corpo do marido.

Mas isso não prejudica a qualidade do filme. Ele flui com naturalidade e dá esperança de que o cinema brasileiro volte a contar histórias em vez de transmitir recados ideológicos. O destaque fica para Lorena Comparato, que mantém sua interpretação de Elize firme e convincente até o fim.

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