EDIÇÃO DO DIA · 21 de outubro de 2026 --:--:-- COLUMBUS 9ºC
AO VIVO

BRASIL ESTADO

Em meio à crise, Macron deixa a França

O presidente da França, Emmanuel Macron, viajou ao Kuwait para negociar o fornecimento de energia em meio a uma onda de tumultos que atingiu grandes cidades francesas. A decisão ampliou as críticas à sua liderança, enquanto o governo tenta conter a violência e responder à insatisfação popular. Os distúrbios se intensificaram em 17 de outubro, depois de semanas de manifestações inicialmente ass

O presidente da França, Emmanuel Macron, viajou ao Kuwait para negociar o fornecimento de energia em meio a uma onda de tumultos que atingiu grandes cidades francesas. A decisão ampliou as críticas à sua liderança, enquanto o governo tenta conter a violência e responder à insatisfação popular.

Os distúrbios se intensificaram em 17 de outubro, depois de semanas de manifestações inicialmente associadas a reivindicações estudantis sobre as condições nas escolas. Os protestos passaram a reunir grupos com diferentes orientações políticas e reivindicações relacionadas ao custo de vida, aos preços dos combustíveis e aos serviços públicos.

Macron reconhece falhas na segurança 

Segundo autoridades francesas, mais de 2,5 mil pessoas foram presas em conexão com as manifestações. Os confrontos foram acompanhados por saques, incêndios de veículos e ataques a prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Uma estimativa da Morningstar, mencionada pela emissora americana, aponta prejuízos superiores a US$ 1 bilhão.

https://twitter.com/elizabe53241530/status/2112200946386346074?s=20

Antes de viajar, Macron condenou a violência e reconheceu falhas na segurança. O presidente, porém, recusou a saída do ministro do Interior, Laurent Nuñez, cuja atuação foi questionada diante da dimensão dos distúrbios.

https://twitter.com/lordivan22/status/2111411473092387098?s=20

A viagem também provocou críticas de adversários políticos. Marine Le Pen, líder da direita nacionalista, afirmou que a França está presa entre a violência e a impotência. À esquerda, Jean-Luc Mélenchon criticou a resposta do governo, que classificou como marcada pela inação e pela brutalidade policial.

Macron justificou a viagem ao Golfo pela necessidade de negociar o fornecimento de energia em um cenário de alta dos combustíveis e instabilidade internacional. O governo considera que a pressão sobre os preços contribuiu para ampliar a insatisfação social.

Leia também: “Oriente Médio à beira de outra guerra”, reportagem publicada na Edição 345 da Revista Oeste

A crise ocorre a poucos meses do fim do mandato de Macron, que não pode disputar um terceiro mandato consecutivo. A violência e a percepção de fragilidade na resposta estatal aumentam a pressão sobre o presidente e podem influenciar o cenário político francês antes da eleição de 2027.

https://twitter.com/oinformante007/status/2111562051432636666?s=20

Enquanto isso, o governo reforça as medidas de segurança e se prepara para novas manifestações, previstas para os próximos dias.

+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste

O post Em meio à crise, Macron deixa a França apareceu primeiro em Revista Oeste.

Leia também

VER TODAS ›