Empresa de amigo de Lulinha firmou R$ 182 mi em contratos com 3 Estados
Contratos milionários da empresa 3Structure It, alvo de investigação da Polícia Federal, somam R$ 182 milhões e envolvem administrações estaduais do Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. A apuração policial sugere possível tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para favorecer a companhia em disputas públicas. O ministro Flá
Contratos milionários da empresa 3Structure It, alvo de investigação da Polícia Federal, somam R$ 182 milhões e envolvem administrações estaduais do Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. A apuração policial sugere possível tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para favorecer a companhia em disputas públicas.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira, 4, a abertura do terceiro inquérito contra Lulinha. A apuração busca esclarecer se ele atuou para facilitar contratos federais em benefício da 3Structure It. Os dados são do site Poder360, obtidos em portais de transparência estaduais.
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No Rio de Janeiro, a empresa assinou ao menos 30 contratos, totalizando R$ 160,5 milhões entre dezembro de 2022 e março de 2026. Eles atenderam a órgãos como Proderj, Sedec, SEPM, Jucerja, FAF, Ceperj, Sepol, Detran-RJ, RioPrevidência e Uerj.
Já no Paraná, a 3Structure It fechou quatro contratos avaliados em R$ 17,2 milhões, principalmente com a Sefa e a Celepar. Três deles foram assinados no final de 2025 e o mais recente em julho de 2026. Em Minas Gerais, os contratos chegam a R$ 4,6 milhões e envolvem a Defensoria Pública, a Fundação Hospitalar e a Secretaria de Estado do Governo. As assinaturas são de 2023, 2024 e 2025.
Investigações federais e envolvimento de Lulinha
No âmbito federal, a 3Structure It firmou seis contratos que totalizam R$ 81,1 milhões. Cinco foram assinados durante a gestão Lula, e um, o mais antigo, em novembro de 2022, ainda sob Jair Bolsonaro. Em julho de 2026, esse último contrato recebeu um aditivo superior a R$ 3,5 milhões.
Lulinha é alvo de três investigações. No primeiro inquérito, a PF apura suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde para aquisição de insumos de cannabis, citando a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. No segundo, investiga-se a relação com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It, suspeito de buscar contratos na Dataprev e de financiar uma viagem de Lulinha para Foz do Iguaçu, em 15 de dezembro de 2024.
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O terceiro inquérito, autorizado por Dino, trata da possível atuação ilícita de Lulinha em negócios federais e de supostos vazamentos de mensagens entre ele e Roberta Luchsinger.
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