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Endividamento das famílias fica em 82% em agosto

O endividamento das famílias brasileiras permaneceu em 82% em agosto, mesmo percentual registrado em julho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 10, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Embora o índice geral tenha ficado estável, outros indicadores mostram uma piora na situação financeira dos consumidores. A parcela das famílias que se consideram m

O endividamento das famílias brasileiras permaneceu em 82% em agosto, mesmo percentual registrado em julho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 10, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Embora o índice geral tenha ficado estável, outros indicadores mostram uma piora na situação financeira dos consumidores. A parcela das famílias que se consideram muito endividadas passou de 17,1% em julho para 17,4% em agosto. Entre aquelas que se consideram pouco endividadas, o percentual caiu de 35% para 34,9%.

Leia também: "A cultura do endividamento", artigo de Rachel Díaz, publicado na Edição 333 da Revista Oeste

A proporção de famílias com contas em atraso também aumentou, de 29,8% para 29,9% no período.

Contas em atraso ficam mais tempo sem pagamento

O tempo médio de atraso das dívidas subiu de 64,6 dias em julho para 65 dias em agosto. Segundo a CNC, o avanço ocorreu principalmente entre os consumidores com contas atrasadas de 30 a 90 dias.

Essa faixa representou 29,1% do total em agosto, o maior percentual desde agosto de 2025, quando chegou a 29,2%.

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Também aumentou a parcela de consumidores que destinam mais da metade da renda mensal ao pagamento de dívidas. O índice passou de 19% em julho para 19,2% em agosto.

O comprometimento médio da renda, contudo, permaneceu em 29,5% no mês.

Para a CNC, os resultados de agosto mostram que as famílias tiveram menor controle sobre as contas, mesmo com prazos maiores para o pagamento das dívidas.

A proporção de famílias com contas em atraso também aumentou, de 29,8% para 29,9% no período| Foto: Reprodução/Magnific

“As dívidas, representando um maior percentual da renda, dificultam o pagamento, aumentando o tempo de atraso e impactando a inadimplência”, afirmou a entidade.

A CNC projeta aumento das contas em atraso no próximo trimestre. A expectativa é que o endividamento recue gradualmente, permitindo que as famílias estabilizem o orçamento.

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