Especialistas debatem como recuperar a economia brasileira
Nesta quinta-feira, 27, será realizado um debate sobre o futuro da economia brasileira, reunindo especialistas da área. O encontro, que vai ao ar às 20h30, contará com a participação de um ex-secretário do Ministério da Economia, um economista-chefe e um assessor econômico.
A edição do Arena Oeste com Adalberto Piotto desta quinta-feira, 27, realiza um debate sobre o futuro da economia brasileira. O programa vai ao ar toda quinta-feira, às 20h30, no canal da Revista Oeste no YouTube.
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Para a conversa, compõem a bancada:
- Adalberto Piotto, âncora do Arena Oeste;
- Lucas Ferraz, ex-secretário do Ministério da Economia;
- Jason Vieira, economista-chefe da LEV DTVM; e
- Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP.
Um panorama da economia brasileira
O Brasil tem enfrentado uma das maiores ondas de pedidos de recuperação judicial (RJ) nos últimos anos. Do campo ao setor de serviços, empresários e executivos recorreram à Justiça para reestruturar dívidas e manter o negócio em funcionamento.
A recuperação judicial é um mecanismo que permite a reestruturação de dívidas com os credores sem comprometer o funcionamento do negócio. A partir dessa ferramenta, as operações podem reorganizar processos e desenhar um futuro mais seguro para suas atividades. Ou, então, apenas estancar as dívidas antes de fechar as portas definitivamente.
Em 2025, somente o agronegócio registrou 1,9 mil pedidos de RJ, um número 56,4% maior quando comparado a 2024.
O caso da Raízen é um dos mais emblemáticos quando se trata do campo. A empresa de etanol, que nasceu de uma sociedade da Cosan com a Shell, entrou com o pedido de recuperação extrajudicial e alegou uma dívida de R$ 65 bilhões.
Recuperação extrajudicial é quando a companhia negocia diretamente o passivo com os credores sem ter que acionar a Justiça. A medida evita um longo processo no tribunal.
Crise chega na cidade
Na cidade, o cenário se repete. Marcas tradicionais do cotidiano brasileiro também tentam reorganizar as dívidas e desenhar um futuro promissor para não declarar falência.
A Casas Bahia, que atende grande parte da população ao vender geladeiras e televisores parcelados, declarou uma dívida R$ 17,3 bilhões e entrou com o pedido de recuperação judicial. No documento que formaliza a situação fiscal da companhia, a empresa alegou:
- deterioração das condições financeiras da empresa;
- ambiente macroeconômico desafiador;
- patamares elevados de taxas de juros;
- restrição de crédito;
aumento do custo financeiro; e - pressão sobre o consumo.
Outra operação que que não resistiu às dividas e ao cenário econômico brasileiro foi o Grupo Gennius, que controla as marcas Habib's e Ragazzo, ambas voltadas ao grande público. A empresa divulgou um passivo de mais de R$ 260 milhões.
A classe média/alta também viu o Grupo Pão de Açúcar declarar uma dívida de R$ 4,5 bilhões e entrar com um pedido de recuperação extrajudicial. O grupo tem mais de 700 supermercados ao redor do Brasil.
Os motivos apresentados pela Casas Bahia que levaram ao pedido de recuperação judicial refletem o cenário macroeconômico do país. Os juros a 14%, o aumento no custo da operação e um crédito caro no mercado inviabilizam o funcionamento das empresas.
Assista ao Arena Oeste com Adalberto Piotto
Assista ao Arena Oeste com Adalberto Piotto nesta quinta-feira, 27, para entender a atual situação da economia brasileira. Programa vai ao ar às 20h30, no canal da Revista Oeste no YouTube.
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O post Arena Oeste com Adalberto Piotto de 27/8/2026: Como recuperar a economia brasileira? apareceu primeiro em Revista Oeste.



