Estudo questiona relação entre CO2 e controle de temperaturas
Pesquisadores da Queen's University, em Belfast, revisaram dados de emissões de CO2 compilados por órgãos internacionais e questionaram a confiabilidade do paradigma que associa as emissões humanas ao aquecimento global.
Recentemente, a Queen’s University, em Belfast, capital da Irlanda do Norte, publicou um trabalho da sua Escola de Negócios, onde revisitou as emissões de CO2 declaradas por órgãos internacionais, compiladas por uma ONG, e o seu suposto encaixe no “aquecimento global”. O objetivo foi explanar quão confiável seria o paradigma de que os humanos, lançando CO2 na atmosfera, estão a mudar a fantasiosa e abjeta “temperatura do ar global média”, quando não, o “clima global”, tendo em vista que suas implicações para a sociedade continuam, através de medidas políticas baseadas em algo altamente incoerente.
Para a nossa surpresa, a revisão de dados não foi feita por um meteorologista ou por aqueles que se dizem climatologistas, mas por alguém da área de contabilidade e que trata de riscos financeiros. A pesquisa utilizou critérios específicos para usar somente dados válidos das estações meteorológicas mais longevas existentes. Infelizmente, elas estão altamente concentradas nos Estados Unidos, portanto, por ser menos representativo, teremos enormes vazios geográficos quando se trata da área do planeta, o que para nós não é nenhuma novidade.
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Este foi um dos primeiros pontos elencados pelo próprio autor da pesquisa, o Ph.D. Bibek Bhatta, Diretor do Programa de Mestrado em Contabilidade e Finanças que analisou mais de 70 milhões de observações meteorológicas diárias de temperatura de mais de duas mil Estações Meteorológicas de Superfície – EMS em 51 países, muitas delas, as originárias que permaneceram funcionando por mais de um século. Os registros utilizados abrangem anos anteriores a 1900, portanto, ainda do século XIX, até o ano de 2024, o “mais quente de todos os tempos”.
O Prof. Bhatta relatou em seu perfil acadêmico que suas pesquisas foram baseadas em evidências que desafiam as suposições estabelecidas nos discursos climáticos e financeiros convencionais, como a suposta ligação entre as emissões humanas de CO2 e o “aquecimento global”. Isto o qualifica a poder questionar de forma embasada os fundamentos da atual política e ciência climática, tornando-o um dos céticos bem preparados.
Nesta primeira parte traremos os questionamentos introdutórios que Bhatta explanou em seu trabalho que são dignos de reflexão, afinal, depois de mais de 40 anos de pesquisas climáticas, seus proponentes nunca provaram efetivamente sua hipótese. Alegam “aquecimento global”, travestido agora como “mudança climática”, dizendo que todos os ambientes terrestres passariam por uma grande “metamorfose” planetária, sempre originada pelas atividades humanas. Tais alegações (ou já no patamar de acusações) são feitas sem a devida apresentação das evidências que pudessem transformá-las em contundentes afirmações.
A análise realizada envolveu modelos estatísticos com efeitos fixos que isolaram as tendências de temperatura das variações sazonais, assim como àquelas que foram determinadas pelas próprias estações do ano. Desta forma, antes de prosseguirmos pelos meandros deste trabalho exaustivo de síntese de dados e suas explicações geográficas, podemos adiantar o valor primário encontrado, quando o rigor foi afrouxando para incorporar algumas séries incompletas, com pelo menos 100 anos. Assim, o surpreendente “aquecimento” foi de 0,0048oC por ano, ou seja, 0,6oC em quase um século e meio, já arredondando para cima! Isto considerando as áreas urbanas construídas ao redor de importantes estações, depois de 1960, período de maior urbanização.
Guardemos esse valor para que possamos posteriormente realizar mais algumas considerações importantes, pois inicialmente, além da insignificância do valor da “temperatura do ar média global”, isto também mostrou que estamos tratando de resíduos ao considerarmos a escala planetária, o que foi um dos méritos do trabalho. Ademais, o valor descartou as falaciosas “tendências decadais” que tanto querem empurrar goela abaixo das pessoas para justificar um aquecimento súbito. O valor encontrado, se ajustado para décadas, daria 0,048oC por década que, pela sua significância física real, deveria ser considerado zero grau Celsius! Aqui, ao se encontrar um valor deste, torna-se claro para a Climatologia Geográfica que as intercorrências são muito mais importantes do que as estatísticas que abordam simplesmente a diferença entre um valor máximo e um mínimo.
Mas o problema vai mais além. Bhatta utilizou os dados de CO2 levantados pelas próprias organizações que têm altos interesses em contabilizar emissões, pois ganham muito dinheiro com o mercado internacional de Créditos de Carbono – CC, além do claro apoio de instituições governamentais. Aqui então, as coisas se complicam em demasia. Primeiro porque sabemos que os números têm sido inflacionados terrivelmente nos últimos 20 anos, contabilizando emissões que não existem. Contudo, o segundo ponto é o mais interessante, pois mostrou que não há nenhuma correspondência, correlação ou covariação entre emissões humanas, mesmo com os valores inflacionados dos últimos anos e o hipotético parâmetro fantasioso da “temperatura do ar global média”. Ressalta-se que são os dados das estações mais antigas disponíveis.
O artigo começou a citar diversos autores que hipotetizaram a premissa de que o dióxido de carbono aqueceria o planeta, tornando-o um “conceito fundamental” da ciência climática contemporânea, sem apresentar nenhuma evidência consolidada por averiguação no mundo real. Por exemplo, Manabe e Wetherald, em 1967, estimaram por modelagem que se a concentração de CO2 atmosférico duplicasse, teríamos um aumento de 2,0oC de temperatura, se a umidade permanecesse constante, isto em pleno período frio que dominava aqueles anos de 1960 a 1980. Por que será? O que motivaria tal simulação?
O Prof. Bhatta ainda citou Matthews e Wynes, que em 2022, sugeriram que as atividades humanas induziriam uma elevação das “temperaturas globais” para além do limite de 1,5oC em menos de uma década, além de outros autores que trataram essa ligação como uma conclusão inevitável, permitindo que o termo “Aquecimento Global Antropogênico” – AGA fosse não apenas reforçado, mas justificado para adoção de políticas públicas, como uma relação supostamente real. Isto serviu como base para que se calculassem as contribuições nacionais dos países em CO2 e outros gases elencados como de “efeito-estufa” (o falacioso CO2 equivalente).
Essa premissa, adotada como definição, tornou-se o modelo mestre das discussões políticas, quando o ônus financeiro para projetos de “mitigação climática”, incluindo a “transição energética”, varia significativamente com base nas projeções dessas emissões, citando um recente trabalho de Kotz, de 2024, ressaltou Bhatta. A dependência dessa relação é expressa em modelos de “forças” radiativas de gases de “efeito-estufa” sobre a temperatura global, estendendo-se a outros fenômenos climáticos, presumindo, por exemplo, que a mitigação do CO2 poderia até influenciar a frequência de eventos como El Niño, o que já torna o pressuposto um verdadeiro absurdo.
No entanto, Bhatta ressaltou os diversos estudos climáticos que trouxeram incertezas significativas e explicações alternativas para o suposto aquecimento observado, desafiando o foco exclusivo no CO2 e que continuam sendo ignorados. A equipe de Hegerl, por exemplo, em 2018, ressaltou em publicação, que o mais pronunciado aquecimento verificável ocorreu entre 1920 a 1940, portanto, início do século XX, quando as emissões de CO2 eram pífias, quebrando a hipótese na raiz. O trabalho de Schurer e sua equipe, de 2013, relataram séries mais longas, constatando que mudanças na atividade solar e grandes erupções vulcânicas foram influências dominantes no “clima” entre 1400 e 1900, embora tenham atribuído um papel para os gases de “efeito-estufa” em períodos mais frios, mesmo que isto contradiga outros exemplos confirmados como o período glaciológico do Iceball, uma das maiores glaciações ocorridas, onde as concentrações de CO2 foram dez vezes superiores à fração atual. Há também a ausência de aquecimento nos dados de temperatura oceânica depois de 1950, conforme pesquisa de Lansner e Pepke Pedersen, de 2018.
Consequências entre “problema climático” versus “processos de mitigação”
As consequências entre “problema climático” versus “processos de mitigação” é um dos focos de pesquisa de Bhatta. Assim, o recente trabalho do Prof. John Christy, Dra. Curry, Dr. Roy Spencer, entre outros, de 2025, foi citado, pois o artigo deixou claro que, se houve algum aquecimento induzido, ele pareceu ser menos prejudicial economicamente do que as estratégias agressivas de mitigação apresentadas por governos e setores gerais da economia, como o financeiro que começou a apresentar a conta deste ônus aos acionistas.
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Agora, dentro do próprio problema climático, nas suas estruturas mais básicas, Bhatta não se esqueceu de citar alguns pesquisadores que propõem causas primárias de aquecimento ou resfriamento completamente diferentes, como o Ph.D. em Física, Prof. Ted Nikolov e o meteorologista, Prof. Zeller que, em 2024, explanaram que são os efeitos atmosféricos de pressão e as variações do albedo planetário, especialmente envolvendo a participação das nuvens, aliado à incidência de radiação solar, os verdadeiros controladores climáticos de primeiro escalão, excluindo qualquer ligação com o CO2.
O Prof. Bhatta citou o falacioso “consenso científico” dos 97% da existência do AGA, trazidos pelo sociólogo Cook, em 2013. Suas preocupações basearam-se primeiramente na quantidade. Se forem 3.896 artigos que endossaram o AGA, dentro do período de 21 anos (1991–2011), isto significou que houve a publicação de um novo artigo sobre o tema a cada dois dias, em média, sugerindo a ocorrência do que chamou de “mentalidade de rebanho”, ao invés de uma proliferação de evidências independentes. “Se uma forte evidência empírica para o AGA existe, tal endosso repetitivo seria desnecessário”, ressaltou, afinal, basta uma evidência concisa para corroborar a hipótese.
Bhata também citou que não esclareceram quantos desses estudos tornaram seus dados publicamente disponíveis para análise independente, mas isto não impossibilitou que a alegação de consenso fosse apresentada como “fato consumado” ao invés de apenas uma “hipótese” na Audiência do Congresso dos EUA, sobre a Lei de Energia e Empregos Offshore, Partes 1 e 2 (Offshore Energy and Jobs Act, Part 1 and 2), de junho de 2013. Atribuir à NASA como a fonte da referência levantou ainda mais dúvidas sobre a veracidade das evidências que sustentaram o consenso. Todos estes problemas não impediram a força sociopolítica que o falso porcentual de 97% estabeleceu, pois foi usado em audiências no Congresso dos EUA e promovido pelo então Presidente dos EUA, Barack Obama, apenas um dia depois de sua publicação, indicando clara programação midiática.
Contudo, Bhata não citou que Legattes, Soon e Briggs, dois anos depois, em 2015, fizeram um levantamento mais contundente, verificando os objetivos e conclusões de 11,9 mil artigos científicos, um espaço amostral muito maior do que o apresentado por Cook. Eles constataram que apenas 0,37% confirmaram AGA, atribuindo uma elevação de 0,7oC, desde 1950, à ação do Homem, ou seja, um período muito específico onde as duas curvas, CO2 e temperaturas, apresentaram o mesmo padrão. A imensa maioria não soube explicar o que houve. O meteorologista veterano, fundador da Weather Channel, John Stewart Coleman (1934-2018) foi um dos que repudiou veementemente essa questão de consenso até seus últimos dias.
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Essas foram as colocações introdutórias da pesquisa. No próximo bloco traremos a discussão dos dados, os principais resultados e algumas análises sobre eles, preparando o caminho para mostrar mais uma vez que, depois de mais de 40 anos, a hipótese de que o CO2 controle temperaturas no planeta e seu “clima” continua sem provas que a sustentem como tese.
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