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EUA convidam Brasil para reunião sobre terrorismo de extrema esquerda

O governo dos Estados Unidos convidou o Brasil para uma reunião ministerial, em Washington, no dia 16 de julho, sobre o que a administração Trump chama de “ressurgimento do terrorismo político de extrema esquerda”. O encontro deve reunir representantes de mais de 60 países.

O governo dos Estados Unidos convidou o Brasil para uma reunião ministerial sobre o que a administração de Donald Trump chama de “ressurgimento do terrorismo político de extrema esquerda”. O encontro está marcado para 16 de julho, em Washington, e deve reunir representantes de mais de 60 países.

O convite foi enviado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e confirmado pelo Itamaraty e pelo Departamento de Estado. De acordo com o governo dos EUA, foram chamados países das Américas, da Europa e da Ásia.

A reunião deve tratar do compartilhamento de informações de Inteligência, da cooperação policial e de estratégias de contraterrorismo. O Departamento de Estado afirma que grupos de extrema esquerda voltaram a representar uma ameaça com conexões internacionais.

“É uma antiga ameaça que ressurge com fortes ligações transnacionais”, afirmou o porta-voz da pasta, Tommy Pigott, ao jornal The Washington Post.

Antifa na mira

O movimento Antifa aparece no centro da iniciativa. Em setembro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva classificando o grupo como organização terrorista doméstica.

Essa medida orienta as agências federais a intensificar investigações e ações contra integrantes do movimento, mas difere da designação aplicada a organizações terroristas estrangeiras, como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. Nestes últimos dois casos, a legislação norte-americana prevê sanções mais amplas, como bloqueio de bens, restrições financeiras e punições para quem prestar apoio material aos grupos.

Quando anunciou a medida contra organizações terroristas domésticas, a Casa Branca afirmou que ativistas ligados ao Antifa participaram de episódios de violência política, confrontos com forças de segurança, ataques a agentes públicos, tumultos durante manifestações e campanhas de divulgação de dados pessoais de autoridades (doxxing). Segundo o governo norte-americano, essas ações justificam uma resposta coordenada das agências federais.

A iniciativa busca ampliar para o cenário internacional uma política que Trump já adotou nos EUA. O presidente prometeu endurecer as ações contra movimentos de esquerda e ampliar o uso de mecanismos de segurança nacional.

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Brasil avalia o convite dos EUA

O Itamaraty confirmou o recebimento do convite, mas ainda não informou oficialmente se enviará um representante. Segundo apuração de Oeste, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve recusar o convite para participar da reunião em Washington. De acordo com a publicação, auxiliares do chanceler avaliam que a viagem dificilmente ocorrerá por causa de compromissos já previstos na agenda e da orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de evitar um agravamento das tensões diplomáticas com os EUA.

A reunião ocorre em um momento de divergências entre Brasília e Washington em temas de segurança pública e política externa. Nos últimos meses, os dois governos trocaram críticas depois de os EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, medida rejeitada pelo governo brasileiro por considerar que a decisão afeta a soberania nacional.

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