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EUA enviam 900 militares para auxiliar vítimas de terremotos na Venezuela

Os Estados Unidos enviaram mais de 900 soldados à Venezuela e outros 800 para bases em Porto Rico e Curaçao para apoiar a resposta aos terremotos que atingiram o país na semana passada. Os militares realizam buscas, resgates e ajudam a restaurar aeroportos e infraestrutura, utilizando aeronaves e navios para transportar ajuda humanitária.

Os Estados Unidos enviaram mais de 900 militares à Venezuela e outros 800 a bases de apoio em Porto Rico e Curaçao para auxiliar nas operações de resposta aos terremotos que atingiram o país na semana passada. A informação foi dada à agência Reuters nesta terça-feira, 30, pelo comandante do Comando Sul dos EUA, general Francis Donovan.

Segundo ele, os militares norte-americanos participam de buscas e resgates, ajudam a restabelecer o funcionamento de aeroportos e empregam meios aéreos e navais para facilitar a chegada de ajuda humanitária às áreas atingidas. Os EUA ainda utilizam drones para fornecer informações às autoridades venezuelanas sobre estradas, edifícios danificados e condições das regiões afetadas.

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Os terremotos ocorreram na última quarta-feira, 24, com menos de um minuto de intervalo. Conforme o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, o número de mortos chegou a 1.943 e o de feridos ultrapassou 10,5 mil. A Organização das Nações Unidas estima que cerca de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas.

Segundo o general, os primeiros militares norte-americanos a chegar à Venezuela foram fuzileiros navais, que auxiliaram equipes de resgate na remoção de escombros e no salvamento de sobreviventes. Ele afirmou que a missão tem caráter humanitário e logístico e que não há planos para manter tropas no país depois do encerramento das operações.

Número 2 da Venezuela discutiu com brigadista norte-americano

Em meio às operações de resgate, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, discutiu com um brigadista norte-americano em La Guaira, segundo vídeos divulgados nas redes sociais.

Nas gravações, cuja data e o local exatos não foram confirmados, o socorrista afirma que havia uma pessoa pedindo socorro e, em outro momento, manda Cabello se afastar da área de buscas. O áudio dos vídeos não permite identificar todo o conteúdo da conversa.


Usuários das redes sociais afirmaram que Cabello tentava interferir na atuação das equipes de resgate norte-americanas. No entanto, o contexto completo da discussão não pôde ser confirmado pelas imagens.

Cabello é considerado um dos principais integrantes do regime chavista e foi incluído na lista de procurados dos EUA em 2020, sob acusações relacionadas ao narcotráfico. O Departamento de Estado norte-americano oferece recompensa por informações que levem à sua captura.

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