EUA interceptam 6 navios iranianos durante operação em Ormuz
O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou nesta terça-feira, 5, que seis navios tentaram contornar o bloqueio militar norte-americano aos portos iranianos durante a operação do “Projeto Liberdade”, que busca reabrir o Estreito de Ormuz, mas todos foram impedidos de prosseguir. Hegseth afirmou, em coletiva de imprensa no Pentágono, que a operação tem caráter defensivo.
O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou nesta terça-feira, 5, que seis navios tentaram contornar o bloqueio militar norte-americano aos portos iranianos durante a operação do “Projeto Liberdade”, que busca reabrir o Estreito de Ormuz, mas todos foram impedidos de prosseguir.
Hegseth afirmou, em coletiva de imprensa no Pentágono, que a operação tem caráter defensivo. O objetivo é proteger navios comerciais.
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“Para que fique claro, esta operação é separada e distinta da Operação Epic Fury”, afirmou o secretário. “O Projeto Liberdade é de natureza defensiva, com escopo limitado e duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana.”
O presidente Donald Trump anunciou o projeto dias antes, em sua rede social Truth Social. Ele afirmou que a missão busca garantir a livre navegação na passagem.
EUA ampliam presença na região
Os EUA reforçaram a presença militar no Estreito de Ormuz. Hegseth disse que o país criou uma “cúpula de proteção” sobre a área.
“Como um presente direto dos Estados Unidos para o mundo, estabelecemos uma poderosa cúpula vermelha, branca e azul sobre o estreito”, disse Hegseth. “Destruidores estão posicionados, apoiados por centenas de caças, helicópteros, drones e aeronaves de vigilância, com monitoramento 24 horas por dia, 7 dias por semana, para embarcações comerciais pacíficas. Exceto as do Irã, é claro.”
Também na coletiva, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, detalhou a situação. Ele afirmou que cerca de 22,5 mil marinheiros estão retidos no Golfo Pérsico. Eles estão a bordo de mais de 1,5 mil navios comerciais.
Caine disse que os EUA criaram uma zona de segurança ao sul do estreito. A área conta com proteção aérea, naval e terrestre. As forças querem garantir rotas seguras.
Governo acusa Irã de agressão
Hegseth afirmou que o Irã tenta controlar a passagem na região e que há relatos de cobrança ilegal. Ele classificou a prática como extorsão internacional. O secretário disse ainda que os Estados Unidos não vão aceitar esse modelo. Segundo ele, a operação busca impedir esse tipo de ação.
As forças norte-americanas seguem em alerta. Navios equipados com mísseis monitoram ameaças. Militares também identificam drones e embarcações rápidas.
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Hegseth afirmou que os EUA preferem uma solução pacífica, mas que o país vai reagir se necessário. De acordo com ele, as forças estão prontas para defender pessoal, equipamentos e a missão.
A tensão na região segue alta. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica. Grande parte do petróleo mundial passa pelo local. Qualquer conflito pode afetar o comércio global.
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Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias



