EUA isentam carne, café e aviões brasileiros de tarifa extra
Os Estados Unidos decidiram poupar as principais exportações do Brasil da nova sobretaxa de 25% na alfândega, por receio de desabastecimento interno. O governo americano divulgou uma lista com mais de 1,6 mil itens isentos da tarifa ao formalizar a punição comercial contra o Brasil. A medida protege embarques de carne bovina, café, suco de laranja, petróleo cru e aviões civis.
Os Estados Unidos pouparam as principais exportações brasileiras da nova sobretaxa de 25% na alfândega por medo de desabastecimento interno. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) publicou uma lista com mais de 1,6 mil itens livres do tarifaço logo que formalizou a punição comercial contra o Brasil na noite de quarta-feira, 15. A decisão de Donald Trump protege os embarques nacionais de carne bovina, café, suco de laranja, petróleo cru e aviões civis.
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Os técnicos de Washington estabeleceram quatro critérios para salvar as mercadorias brasileiras da barreira alfandegária. O governo norte-americano admite que não possui fornecedores alternativos no mercado global para suprir as suas necessidades de consumo de café e laranja. Setores do agronegócio dos EUA chegaram a pressionar pela punição desses alimentos durante as consultas públicas, mas a Casa Branca rejeitou os pedidos para evitar uma escalada de preços nos supermercados americanos.
Falta de opções barra punição total a minérios e petróleo
O alívio fiscal também alcançou a indústria de base e o mercado de combustíveis. Os portos americanos continuarão recebendo petróleo bruto, gás natural e minérios como ferro, manganês, silício e nióbio sem taxas extras. A agência comercial dos EUA justificou que a taxação desses insumos básicos poderia paralisar fábricas e desencadear uma crise em toda a economia interna norte-americana.
As fabricantes brasileiras de aviões civis e peças de reposição também escaparam do imposto. Os jatos comerciais e os simuladores de voo produzidos no Brasil entraram na faixa de isenção total da lei comercial. Os metais que já pagam outras tarifas de importação específicas nos EUA, como o aço, o alumínio e o cobre, também ficaram de fora da nova rodada de cobranças.
Casa Branca aponta falhas do governo brasileiro
A Casa Branca abriu a investigação comercial depois de apontar seis problemas na conduta de Brasília. Os americanos alegam que o Brasil adota medidas desleais no comércio digital, enfraquece o combate à corrupção, descumpre leis de patentes e facilita o desmatamento ilegal. A nova tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho e vai encarecer apenas as mercadorias que não constam na lista de proteção.
O governo brasileiro tenta usar canais diplomáticos para reverter a cobrança sobre os itens manufaturados afetados. O Palácio do Planalto avalia os impactos financeiros das medidas sobre a balança comercial do país. Setores industriais brasileiros que produzem calçados, cerâmicas e autopeças correm contra o tempo para renegociar contratos com compradores norte-americanos antes do início das novas alíquotas.
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