EUA lançam nova onda de ataques contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã
Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã nesta terça-feira, 1º, após cerca de um mês sem confrontos militares diretos. O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou uma ofensiva contra alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em território iraniano.
O conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar nesta terça-feira, 1º, depois de aproximadamente um mês sem ataques militares diretos entre os dois países. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em território iraniano.
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Segundo o Centcom, a ofensiva é uma retaliação aos ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e ao lançamento de mísseis contra tropas norte-americanas na região. A operação ocorre apenas dois dias depois de os EUA terem atacado dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz.
Na ocasião, Washington afirmou que forças do IRGC haviam sido identificadas preparando os equipamentos para lançar foguetes com minas marítimas contra o estreito. O ataque de domingo 30, foi a primeira ação militar norte-americana contra o Irã desde o fim de julho. Em seguida, o Irã disparou mísseis balísticos contra posições utilizadas por tropas norte-americanas na Jordânia.
Nesta terça-feira, meios de comunicação estatais iranianos relataram diversas explosões em áreas do sul do país, incluindo a região de Bandar Abbas.
O presidente norte-americano Donald Trump confirmou os novos ataques em uma publicação na Truth Social e apresentou sua própria justificativa para a operação. “Os EUA estão, neste momento, atacando alvos iranianos perto do Estreito de Ormuz."
Trump escreveu ainda: “Os ataques são grandes e poderosos e representam uma retaliação à tentativa fracassada dos iranianos de colocar minas marítimas no Estreito, que atualmente não tem nenhuma mina (elas foram completamente removidas ou detonadas!), e aos iranianos terem disparado oito mísseis, todos derrubados com sucesso, contra nossa base militar na Jordânia.”
Trump também ameaçou ampliar a ofensiva caso Teerã responda ao que chamou de ataque “muito justificado”. Segundo o presidente, os EUA voltarão a atacar o Irã “em um nível muito mais difícil e elevado”.
Ele acrescentou que essa não seria “a maior de todas as ofensivas”, que, segundo suas palavras, ainda estaria “esperando nos bastidores”. Ao final, afirmou que, quando essa operação ocorrer, “restará muito pouco da República Islâmica do Irã!” O presidente também prometeu que os EUA iriam “atingir [o Irã] com força."
Irã reage a ações dos EUA
A reação de Teerã veio na mesma noite. A agência semioficial Tasnim informou, citando uma fonte militar iraniana de alto escalão, que o país responderá à nova ofensiva norte-americana com um ataque “várias vezes maior”.
Em comunicado divulgado pela Tasnim, o Estado-Maior do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya declarou que o Irã pretende “desferir golpes esmagadores e devastadores contra o desprezível e malévolo inimigo norte-americano”.
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“O quanto mais o Exército terrorista dos EUA persistir em suas atividades malignas na região, mais pesadas serão as perdas que será forçado a suportar.”
O comando iraniano também declarou que não pretende recuar em relação às suas reivindicações. “Declaramos repetidamente, e estamos determinados, que sob nenhuma circunstância cederemos aos direitos da heroica nação iraniana, e imporemos um alto custo ao inimigo norte-americano.”
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