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Ex-auditor firma delação em esquema bilionário na Fazenda de SP

O ex-auditor fiscal Paulo Sérgio Siqueira do Prado, conhecido como PP, firmou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público de São Paulo na investigação de um suposto esquema bilionário de corrupção na Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado. A Justiça homologou o acordo e determinou o desbloqueio dos bens do ex-servidor.

O ex-auditor fiscal Paulo Sérgio Siqueira do Prado, conhecido como "PP", firmou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) na investigação que apura um suposto esquema bilionário de corrupção dentro da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP).

A Justiça homologou o acordo e determinou o desbloqueio dos bens e o levantamento das restrições patrimoniais impostas ao ex-servidor no início das investigações.

Segundo o Ministério Público, PP mantinha ligação com os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto, conhecido como "Rei Artur", e Alberto Toshio Murakami, apelidado de "Americano".

O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, "King"| Foto: Reprodução/ Redes sociais

Investigadores apuram a participação dos dois em um esquema que favorecia grandes empresas, como Ultrafarma e Fast Shop, mediante a antecipação irregular de créditos de ICMS. Artur cumpre prisão, enquanto Murakami consta como foragido.

Os promotores sustentam que o grupo atuava em setores estratégicos da secretaria e acelerava a liberação de créditos tributários supostamente inflados em troca de pagamentos milionários.

Ministério Público espera ampliar investigação

De acordo com o MP-SP, a colaboração de Paulo Sérgio poderá esclarecer a participação de cada um dos cerca de 40 servidores públicos investigados nas operações que apuram o esquema.

Os investigadores esperam identificar o papel de auditores e outros integrantes da Secretaria da Fazenda na suposta organização.

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PP se aposentou em 2024. Durante a carreira, ocupou cargos de chefia na Receita Estadual, incluindo a função de inspetor fiscal da Delegacia Regional Tributária da Capital. Também comandou, de forma interina, a Delegacia Regional Tributária da Capital II durante afastamentos do então titular.

As investigações tiveram início com a Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025, que apontou suposto favorecimento às empresas Ultrafarma e Fast Shop. Na ocasião, o MP-SP prendeu Artur Gomes da Silva Neto, o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes.

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Em março de 2026, o Ministério Público realizou as operações Mágico de Oz e Fisco Paralelo, que ampliaram as apurações, cumpriram mandados de busca e apreensão em diversas cidades paulistas e tiveram como alvo auditores fiscais lotados em unidades estratégicas da Sefaz-SP.

Em abril deste ano, o secretário da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita, determinou a demissão de cinco auditores fiscais investigados no caso.

Os promotores avaliam que a colaboração de Paulo Sérgio Siqueira do Prado poderá ampliar o alcance das investigações e detalhar o funcionamento do suposto esquema dentro da Secretaria da Fazenda paulista.

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