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Ex-ministra e deputada eleita trans acionam MP contra Eduarda Campopiano

A deputada federal reeleita Sônia Guajajara (Psol-SP) e a ativista transgênero Sofia Favero (Psol-SP), eleita deputada estadual, acionaram o Ministério Público contra Eduarda Campopiano (PL), vereadora de Praia Grande (SP) e eleita deputada estadual, por declarações que classificam como racistas e transfóbicas. A assessoria jurídica de Sônia informou que apresentará uma notícia-crime ao Minist

A deputada federal reeleita Sônia Guajajara (Psol-SP) e a ativista transgênero Sofia Favero (Psol-SP), eleita deputada estadual, acionaram o Ministério Público contra Eduarda Campopiano (PL), vereadora de Praia Grande (SP) e eleita deputada estadual, por declarações que classificam como racistas e transfóbicas.

A assessoria jurídica de Sônia informou que apresentará uma notícia-crime ao Ministério Público Federal contra Eduarda por declarações que, segundo afirma a deputada do Psol, associaram povos indígenas ao canibalismo e à violência contra crianças. O episódio ocorreu em maio, durante participação da então vereadora no podcast RedCast.

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Na ocasião, Eduarda afirmou que, sem a catequização promovida durante a colonização, indígenas estariam “cometendo canibalismo” no Brasil. “Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: ‘galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva…’”, declarou.

Sônia Guajajara, ex-ministra de Lula, durante evento na PUC-SP | Foto: Reprodução/X

Guajajara classificou as falas como discriminatórias e ofensivas. Segundo a deputada, o exercício de um cargo público exige respeito à diversidade, à liberdade religiosa e aos direitos das minorias. A parlamentar também pretende cobrar providências sobre um boletim de ocorrência registrado na época pela rapper indígena Katú Mirim.

Representação por crítica de Eduarda Campopiana a Erika Hilton

Sofia Favero apresentou uma representação ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Eduarda por uma publicação direcionada à deputada federal trans reeleita Erika Hilton (Psol-SP). A manifestação foi protocolada no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP.

Em uma publicação no X, Eduarda chamou Hilton, que se declara mulher trans, de "homem biológico" e questionou como seria para a deputada “saber que nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo”.

Eduarda, de 23 anos, foi eleita no último domingo, 4, como a deputada estadual mais votada de São Paulo, com 1.956.238 votos.

Erika Hilton apoiou a candidatura de Sofia Favero | Foto: Reprodução/X

Segundo Favero, a publicação ultrapassou 3 milhões de visualizações. “Nela, há o nítido desrespeito à identidade de gênero de Erika Hilton e a tentativa de submetê-la ao escárnio, à humilhação e à violência dos seguidores da vereadora”, afirmou na representação.

A deputada estadual trans eleita também pediu que seja investigada a possível ocorrência de violência política de gênero, sob o argumento de que a manifestação teria sido dirigida à identidade de gênero de uma mulher que exerce mandato eletivo.

Para Favero, o conteúdo não estaria protegido pela liberdade de expressão e configuraria uma “manifestação discriminatória dirigida a Erika Hilton”. Ela pediu a instauração de inquérito policial para apurar os fatos.

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