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Exonerações de servidores fantasmas geram economia de mais de R$ 220 milhões no RJ

O governo do Rio de Janeiro exonerou mais de 6 mil servidores que ocupavam cargos comissionados e estima economizar R$ 221 milhões até dezembro. O corte representa cerca de 43% dos mais de 14 mil cargos comissionados existentes em março. A gestão do governador em exercício, Ricardo Couto, começou as exonerações como parte de uma revisão da estrutura administrativa e dos gastos do Estado. Segun

O governo do Rio de Janeiro exonerou mais de 6 mil servidores que ocupavam cargos comissionados e estima economizar R$ 221 milhões até dezembro. O corte representa cerca de 43% dos mais de 14 mil cargos comissionados existentes em março.

A gestão do governador em exercício, Ricardo Couto, começou as exonerações como parte de uma revisão da estrutura administrativa e dos gastos do Estado. Segundo o governo, as medidas têm como objetivo reduzir despesas e preservar recursos públicos.

Leia também: "Quem é Ricardo Couto, o magistrado que assume o governo do RJ"

Até a ultima sexta-feira, 21, o Estado também havia feito 2.496 novas nomeações. Segundo o governo, o Gabinete de Segurança Institucional selecionou servidores de carreira para ocupar os cargos.

Rio de Janeiro revisa contratos e secretarias

Além das exonerações, Couto determinou auditorias em contratos da administração estadual e suspendeu repasses. O governo também extinguiu a Secretaria Intergeracional de Juventude e Envelhecimento Saudável depois de identificar irregularidades no Projeto 60+ Reabilita. Atualmente, o Palácio das Laranjeiras mantém 28 pastas.

Até agora o Estado realizou três fusões:

O governo informou que novas exonerações podem ocorrer conforme avançarem as auditorias conduzidas pelo Gabinete de Segurança Institucional e pela Controladoria-Geral do Estado.

Estado tem cenário fiscal delicado

O Rio de Janeiro enfrenta um quadro fiscal que exige controle das despesas públicas. O Estado participa do Regime de Recuperação Fiscal, criado para ajudar governos estaduais com grave desequilíbrio financeiro. Entre os critérios do programa estão o peso das despesas com pessoal, juros e amortizações sobre a receita e o nível de endividamento.

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Em outra frente de ajuste, o Rio de Janeiro aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados. A medida reduziu o pagamento mensal da dívida com a União de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões. O governo estadual estima uma economia superior a R$ 6 bilhões em 2026 com a renegociação.

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