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Exportação de sucata preocupa indústria de alumínio  

Janaina Donas, presidente-executiva da Abal, defende restrições às vendas externas para manter produção no Brasil

A exportação de sucata de alumínio tem prejudicado a indústria brasileira do setor, diz , 45 anos, presidente-executiva da Abal (Associação Brasileira do Alumínio). O material reciclado é usado na fabricação de diferentes produtos industriais.

Donas defende a restrição da venda para outros países. Afirma que há mecanismos dentro das regras de comércio internacional para isso.

Assista à entrevista (44min25s):

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A presidente da Abal afirmou que a sucata é necessária para compor diferentes itens que saem das linhas de produção.

Nos casos de alguns itens, como rodas automotivas, usa-se só alumínio primário. Em outros, como embalagens, predomina material secundário, proveniente da reciclagem.

Donas disse que há potencial significativo de aumento de consumo de produtos de alumínio no Brasil. O consumo por pessoa no país é de 8,8 kg de alumínio por ano. A média global é de 22,4 kg.

REINDUSTRIALIZAÇÃO

A indústria de alumínio do país passou por dificuldades a partir de 2016. Várias fábricas foram desligadas. A partir de 2022, houve a reativação de algumas fábricas.

O Brasil já teve a 6ª posição global na produção de alumínio primário (sem reciclagem). Caiu para a 16ª posição com o desligamento das fábricas. Recuperou-se parcialmente. Está na 9ª posição.

“Temos uma história bem-sucedida de reversão do quadro de desindustrialização no alumínio primário”, disse Donas.

O Brasil tem vantagens competitivas por possuir a 4ª maior reserva global de bauxita, o minério para produção de alumínio. A capacidade industrial também é elevada. O país está em 3º lugar na produção de alumina, o minério refinado da bauxita.

A indústria investiu na coleta de material para reciclagem. Mas tem dificuldades desde o final de 2024 para conseguir sucata, segundo a presidente da Abal.

O material chega a ser vendido pelo mesmo valor do alumínio primário a indústrias de outros países. É usado para a mistura com outros insumos na produção.

Donas disse que o diferencial de preço da sucata em relação ao que se paga no Brasil fica com intermediários. Não chega aos catadores, na base da cadeia de reciclagem.

Abaixo, trechos da entrevista:

📰 Leia a reportagem completa
Este conteúdo é originalmente de poder 360. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://www.poder360.com.br/poder-economia/exportacao-de-sucata-preocupa-industria-de-aluminio/

Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·

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