‘Farsa’ de Lula na economia ‘não cola mais’, diz Estadão
O programa de governo apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato ao quarto mandato nas eleições de outubro deste ano, é uma “farsa” que “não cola mais” junto aos eleitores brasileiros. A afirmação é do jornal O Estado de S. Paulo, em editorial publicado nesta segunda-feira, 31. Segundo a publicação, o conjunto de propostas do PT, principalmente para a áre
O programa de governo apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato ao quarto mandato nas eleições de outubro deste ano, é uma “farsa” que “não cola mais” junto aos eleitores brasileiros. A afirmação é do jornal O Estado de S. Paulo, em editorial publicado nesta segunda-feira, 31.
Segundo a publicação, o conjunto de propostas do PT, principalmente para a área econômica, é “uma pilha de insultos”.
“O que os petistas chamam orgulhosamente de ‘reorganização fiscal’ foi uma série de gambiarras para driblar o arcabouço fiscal que o próprio governo criou para substituir o desmoralizado teto de gastos. Tudo a pretexto de atender a situações ‘excepcionais’”, diz o Estadão.
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Para o jornal, no governo Lula, “o excepcional se tornou regra”. “Não é um acidente: é a natureza do PT – e por isso não se deve esperar nada de diferente num eventual quarto mandato de Lula, por mais que a atual equipe econômica tente sugerir o contrário”, prossegue o jornal.
No artigo, o Estadão afirma ainda que “é evidente que o Brasil tem grandes carências sociais que precisam ser enfrentadas, mas não a partir da presunção de que o Tesouro é uma milagrosa cornucópia”. “Por isso, cabe ao presidente da República, na condição de principal líder político do país, a condução do debate orçamentário, negociando com o Congresso cortes de despesas para que haja recursos suficientes para aquilo que se estabeleceu como prioridade”, diz o texto.
“No Brasil de Lula, contudo, não é preciso negociar nada. Basta ser criativo na hora de lançar as despesas na planilha, retirando-as do arcabouço fiscal sob os mais diversos pretextos, e saciar o apetite dos parlamentares por emendas para que não façam oposição de verdade. Enquanto isso, a aritmética se impõe, razão pela qual será necessário um robusto ajuste fiscal a partir do ano que vem, sob pena de não haver dinheiro nem para pagar a conta de luz do Ministério da Fazenda”, defende o Estadão.
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O jornal observa também que, em anos eleitorais como 2026, “os petistas ficam especialmente criativos”. “No mesmo programa de governo apresentado por Lula, lê-se que ‘trabalhamos em conjunto com o Congresso Nacional para a aprovação do arcabouço fiscal, das medidas de recomposição e justiça tributária e da redução dos benefícios fiscais’ e que ‘foi assim que cortamos isenções tributárias e colocamos fim a benefícios ineficientes’. O que o documento não diz é que esses cortes foram modestos, porque os benefícios tributários concedidos pela União, por exemplo, continuam a consumir em torno de 4,5% do PIB”, afirma o Estadão.
“Em resumo, Lula tenta convencer o eleitor já calejado com as patranhas petistas de que seu governo não é o que parece e que o próximo será ainda melhor. A dificuldade de Lula para subir nas pesquisas mostra que essa farsa não cola mais”, conclui o jornal.
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