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Ficha Limpa segue sem definição no STF, sob relatoria de Cármen Lúcia

A demora da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), para analisar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 7.781 pode afetar as eleições de outubro de 2026. O processo está sem decisão há quatro meses. A ação questiona a Lei Complementar n° 219/2025, aprovada pelo Congresso. A norma flexibiliza critérios de inelegibilidade. Ela pode permitir que políticos condenados por impr

A demora da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), para analisar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 7.781 pode afetar as eleições de outubro de 2026. O processo está sem decisão há quatro meses.

A ação questiona a Lei Complementar n° 219/2025, aprovada pelo Congresso. A norma flexibiliza critérios de inelegibilidade. Ela pode permitir que políticos condenados por improbidade administrativa voltem a disputar cargos eletivos em alguns casos. Entre os possíveis beneficiados estão Anthony Garotinho, José Roberto Arruda e Eduardo Cunha.

Leia também: "Cármen Lúcia mantém ação parada no STF há 13 anos"

A Procuradoria-Geral da República pede a suspensão de parte das mudanças. O órgão afirma que a demora aumenta a insegurança jurídica. Ele também alerta para disputas judiciais e possível anulação de registros de candidatura durante as eleições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei com vetos. Ele manteve pontos centrais, como a mudança no início da contagem do prazo de oito anos de inelegibilidade.

A expectativa é que o STF defina a regra antes das convenções partidárias. Isso evitaria instabilidade no processo eleitoral de 2026.

A morosidade de Cármen Lúcia

Cármen Lúcia integra o STF há 19 anos. Lula a indicou ao tribunal em 2006, no segundo mandato presidencial. Em abril, o Datafolha apontou 42% de avaliações ótimas ou boas para a ministra.

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A ministra mantém processos parados em seu gabinete. Um deles tramita há 13 anos sob sua relatoria. O julgamento desse caso, sobre royalties de petróleo e gás, começou apenas nesta quarta-feira, 6.

No Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia levou dois anos para pautar o julgamento da cassação de Antonio Denarium, ex-governador de Roraima. Mais recentemente, levou quatro meses para pautar o mesmo tipo de processo contra Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro.

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Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias

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