Flávio Bolsonaro direciona metade dos projetos de 2026 a temas femininos
Metade dos projetos de lei apresentados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2026 trata de pautas voltadas às mulheres. A mudança de foco coincide com sua entrada na disputa pela Presidência e ocorre em um momento de dificuldade para ampliar sua aceitação no eleitorado feminino.
Metade dos projetos de lei apresentados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2026 trata de temas voltados às mulheres, uma mudança de foco na atuação parlamentar que coincide com sua entrada na disputa pela Presidência da República. O movimento ocorre em um momento de dificuldade para ampliar sua aceitação no eleitorado feminino.
Entre janeiro e julho deste ano, Flávio apresentou quatro projetos de lei. Dois deles abordam pautas relacionadas às mulheres. Um propõe a criação da Polícia Nacional de Unidades de Pronto Atendimento à Mulher no âmbito do Sistema Único de Saúde. Outro altera a legislação para permitir que policiais concedam, de forma imediata, medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência doméstica.
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A mudança representa uma inflexão em relação à produção legislativa do senador. Em 2025, antes de ser escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como candidato do partido ao Palácio do Planalto, Flávio apresentou 15 projetos de lei, nenhum deles voltado especificamente ao público feminino.
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A estratégia, contudo, ainda não se refletiu nas pesquisas eleitorais. Levantamento BTG/Nexus divulgado depois da circulação do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro faz críticas ao enteado mostra Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 44% de Flávio, em cenário de empate técnico dentro da margem de erro.
No recorte do eleitorado feminino, a diferença é mais ampla. Lula registra 55% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 36%, segundo o mesmo levantamento.
Machismo está entre críticas de Michelle a Flávio
Em vídeo divulgado recentemente, a ex-primeira-dama fez críticas a Flávio, acusando-o, entre outros pontos, de machismo. A crise também produziu reflexos dentro do PL. Michelle deixou a presidência do PL Mulher, ameaçou desistir da candidatura ao Senado e rompeu com a candidatura presidencial do enteado, retirando do senador uma das principais lideranças femininas do partido durante a pré-campanha.
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