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Flávio não vai privatizar Petrobras, Banco do Brasil nem Caixa, diz coordenador

Adolfo Sachsida, de 54 anos, coordenador da área econômica do plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro (PL), descartou, nesta quinta-feira, 8, a venda de três das principais empresas controladas pela União caso Flávio vença as eleições: Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O ex-ministro de Minas e Energia no governo de Jair Bolsonaro também assumiu o compromisso de prese

Adolfo Sachsida, de 54 anos, coordenador da área econômica do plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro (PL), descartou, nesta quinta-feira, 8, a venda de três das principais empresas controladas pela União caso Flávio vença as eleições: Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O ex-ministro de Minas e Energia no governo de Jair Bolsonaro também assumiu o compromisso de preservar os programas de transferência de renda e revelou que a redução das despesas públicas deverá atingir principalmente o que definiu como excessos da administração federal.

Em gravação divulgada em seu perfil na rede social X, Sachsida procurou esclarecer as propostas da campanha para a economia. Ao se dirigir aos empregados das três estatais, garantiu que as instituições permanecerão sob controle do governo e que a intenção é aprimorar sua administração.

"Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa, não existirão privatizações de empresas", afirmou. "Nenhuma dessas empresas será tocada. Nós respeitamos demais a história de vocês", disse. "E o nosso governo é um governo que vai fortalecer a gestão das estatais."

A manutenção do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também foi incluída entre os compromissos anunciados pelo economista. Sachsida afirmou que os dois mecanismos de assistência serão fortalecidos em uma eventual gestão de Flávio. O BPC assegura o pagamento mensal de um salário mínimo a idosos e pessoas com deficiência que atendam aos requisitos de baixa renda.

A campanha do senador defende uma correção das contas públicas correspondente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), valor próximo de R$ 200 bilhões. Embora tenha estabelecido essa meta, a equipe econômica ainda não detalhou quais providências permitirão atingir o resultado.

Sachsida considerou os salários mais elevados do serviço público um dos pontos que pretende enfrentar. Segundo ele, há remunerações que chegam a R$ 200 mil por mês, patamar que considera incompatível com a atividade estatal.

"O ajuste fiscal nosso será focado nos excessos do governo, naqueles absurdos. Olha, com todo o respeito, não faz sentido um funcionário público ganhar R$ 200 mil por mês", ressaltou ele. "Isso não é salário de funcionário público."

O coordenador econômico também defendeu uma estrutura administrativa mais enxuta, com menos ministérios e revisão de despesas consideradas desnecessárias. Não especificou, contudo, quantas pastas seriam eliminadas nem o volume de recursos que poderia ser economizado com essas iniciativas.

Funcionário de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997, conforme destacou no vídeo, Sachsida procurou transmitir segurança aos servidores públicos diante das mudanças anunciadas.

Flávio Bolsonaro buscará equipe competente, segundo economista

Para o setor empresarial, as propostas mencionadas incluem aliviar a tributação e diminuir os entraves burocráticos. O economista não apresentou, nessa manifestação, valores nem mecanismos para executar essas medidas.

Leia também: "Adolfo Sachsida: 'Parar a reforma economiza R$ 170 bilhões até 2030", reportagem de Yasmin Alencar publicada na Edição 339 da Revista Oeste

Sachsida afirmou ainda que a reorganização das finanças federais será conduzida por "uma equipe competente", com o objetivo de "colocar as contas públicas em ordem respeitando a população brasileira".

Na mensagem que acompanhou a gravação, pediu a divulgação de suas declarações e ressaltou que as garantias apresentadas representam um compromisso público assumido como coordenador econômico da candidatura. Também orientou os eleitores a não acreditarem em informações que classificou como fake news.

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