Fumaça dos incêndios florestais faz escolas e universidades suspenderem aulas em Manaus
Polícia do AM prende 11 pessoas por possível envolvimento em incêndios, e governo federal anuncia apoio das Forças Armadas no combate ao fogo.
Mesmo com o reforço do governo federal no combate aos incêndios florestais no Amazonas, que contará com o apoio das Forças Armadas a partir de hoje, a fumaça das chamas continua levando a poluição do ar na região metropolitana de Manaus a níveis insalubres. Por isso, as aulas presenciais nas redes estadual e municipal de ensino da capital amazonense foram suspensas na 2ª feira (19/10).
A medida também foi adotada por escolas estaduais de Autazes, na Grande Manaus, e de Nova Olinda do Norte, na região do Médio Amazonas. E tanto a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) como a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) suspenderam as atividades presenciais, detalha o g1.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) da UEA indicavam que a qualidade do ar em Manaus apresentava níveis de “muito ruim” a “ruim” por volta das 7h de ontem. O mapa mostrava concentrações de partículas finas (PM2,5) na faixa de “muito ruim” em diversos bairros, com registros de 87,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³) na região do Morro da Liberdade, na zona Sul da capital amazonense, e 87,6 µg/m³ nas proximidades. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um nível máximo de PM2,5 de 15 µg/m³.
Enquanto a população de Manaus e de outras cidades do Amazonas e do Pará, como Santarém, sofre com a fumaça, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) investigam suspeitas de crimes ambientais planejados em grupos de WhatsApp, como um “Dia do Fogo”, de modo similar ao ocorrido no Pará em 2019, no (des)governo de Jair Bolsonaro. Brigadistas do IBAMA receberam relatos de testemunhas de que pessoas “tocaram fogo na floresta”, segundo o Amazônia Real.
O fato é que a Amazônia Legal como um todo registrou 3,7 mil focos de calor na semana seguinte ao 1º turno das eleições presidenciais, no qual o filho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL), saiu à frente do presidente Lula. É quase o dobro dos 1,9 mil focos contabilizados na semana anterior à votação, segundo dados de satélite do INPE, destaca a Repórter Brasil. O aumento se concentra em áreas do Amazonas e do Pará e ocorre no momento em que o “Super El Niño” agrava a seca na região (leia mais aqui).
No sábado (17/10), a Polícia Militar do Amazonas prendeu 11 pessoas por suposto envolvimento em incêndios florestais no estado, informa a Folha. As detenções ocorreram em Autazes, segundo o governador Roberto Cidade (UNIÃO). “Grande parte desses focos de incêndio vem de homens que ficam ateando fogo no nosso estado”, disse o governador.
No domingo (18/10), uma comitiva do governo federal chegou a Manaus para avaliar a situação dos incêndios florestais no Amazonas e anunciar o apoio das Forças Armadas nos combates. Hoje será instalado um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas na capital amazonense para coordenar as operações militares.
AM Post, Combate Racismo Ambiental, O Popular e Folha também repercutiram os incêndios florestais no Amazonas.
Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/10/19/fumaca-dos-incendios-florestais-faz-escolas-e-universidades-suspenderem-aulas-em-manaus/
Fonte: climainfo.org · Por Célia Mello
