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Gilmar Mendes defende Justiça Eleitoral ‘imparcial’ e fala em supervisão do STF

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu uma atuação “altiva, imparcial e apartidária” da Justiça Eleitoral. Em post publicado no X, ele disse que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ter como único compromisso a Constituição e as leis. Conforme Gilmar, o desenvolvimento tecnológico criou novos desafios para a formação da vontade popular. Ele citou o uso de i

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu uma atuação “altiva, imparcial e apartidária” da Justiça Eleitoral.

Em post publicado no X, ele disse que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ter como único compromisso a Constituição e as leis.

Conforme Gilmar, o desenvolvimento tecnológico criou novos desafios para a formação da vontade popular.

Ele citou o uso de inteligência artificial para produzir vídeos, áudios e peças de propaganda capazes de “enganar eleitores e interferir nas disputas eleitorais”.

Gilmar Mendes cita “8 de janeiro”

O ministro mencionou uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo segundo a qual pesquisadores criaram 15 peças de propaganda eleitoral falsas com inteligência artificial e tentaram veiculá-las como anúncios pagos nos Estados Unidos. 

Treze teriam passado pelos filtros da Meta.

Entre os conteúdos havia uma imagem falsa do presidente do TSE alterando a data do primeiro turno e uma convocação para “retomar Brasília, como fizemos em 8 de janeiro”.

Leia também: “Chicaneiros de toga”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 340 da Revista Oeste

Gilmar também citou um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência, divulgado pela Folha, que apontaria risco de interferência externa nas eleições.

https://twitter.com/gilmarmendes/status/2101430416938783216?s=20

Ao defender o combate a práticas que possam distorcer a vontade popular, Gilmar afirmou que o risco mais grave pode vir da “politização da Justiça Eleitoral”.

Para ele, partidos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar eventuais situações de suspeição.

Reproduzir

O debate também envolve o patrulhamento promovido por setores da esquerda e por integrantes do STF sobre as redes, que ampliaram a circulação de informações fora dos canais tradicionais e podem dar publicidade a denúncias de abusos de autoridade.

Ao final, Gilmar afirmou que o STF continuará a atuar como "instância de supervisão", intervindo, segundo ele, quando necessário para preservar precedentes da Corte e da Constituição.

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