Gilmar Mendes nega que divergências no caso Master indiquem divisão no STF
O ministro Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira, 30, que as divergências entre os integrantes da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) não representam uma divisão da Corte na condução das investigações e processos relacionados ao caso Master. A declaração foi feita durante a última sessão do colegiado no primeiro semestre, em uma tentativa de reduzir a tensão com o ministro André Mendonça,
O ministro Gilmar Mendes afirmou, nesta terça-feira, 30, que as divergências entre os integrantes da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) não significam uma divisão da Corte na condução das investigações e dos processos relacionados ao caso Master.
A declaração ocorreu durante a última sessão do colegiado no primeiro semestre. O gesto marcou uma tentativa de reduzir a tensão com o ministro André Mendonça, relator dos procedimentos envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.
Gilmar afirmou confiar na atuação do colega e defendeu que diferenças de entendimento sobre medidas processuais não significam falta de unidade no Supremo.
"Gostaria de reiterar a confiança que deposito na atuação do relator [André Mendonça] e desta Segunda Turma. É importante que se diga que eventuais divergências quanto ao mérito de determinada medida processual não são sinônimo de desunião da Corte em relação à importância do caso e à observância dos direitos fundamentais das pessoas investigadas", declarou.
Gilmar volta a defender limites para investigações
Durante o pronunciamento, o decano do STF também afirmou que estabelecer limites para a atuação dos órgãos de persecução penal não representa incentivo à impunidade. Segundo o ministro, o caso Master impõe um desafio ao Supremo.
"Tenho a certeza que este órgão colegiado saberá responder à altura os desafios que mais um grande caso penal rumoroso nos traz, em que ninguém deve confundir as exigências de limites à atuação dos órgãos de persecução com estímulos à impunidade ou qualquer coisa do gênero", afirmou.
As declarações ocorreram pouco mais de uma semana depois de Gilmar criticar André Mendonça durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Na ocasião, o ministro classificou como um "erro crasso" a participação do colega em discussões relacionadas a uma possível delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Para avaliação de Gilmar, magistrados não devem participar das negociações entre investigadores e colaboradores.
Na sequência da sessão, o ministro Luiz Fux afirmou que trabalhará para manter eventuais divergências como um "mero dissenso", sem comprometer a atuação do grupo. Ele assumirá a presidência da 2ª Turma no segundo semestre.
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