Governo avalia reduzir repasse aos Correios no Orçamento de 2027
A equipe econômica do governo Lula estuda diminuir o valor destinado aos Correios na proposta orçamentária de 2027. A ideia é reservar um montante inferior ao previsto em contrato de empréstimo da estatal e complementar os recursos ao longo do ano por meio de créditos adicionais. A medida, ainda em discussão, visa aliviar a pressão sobre o Orçamento.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia reduzir o valor destinado aos Correios na proposta de Orçamento de 2027. A equipe econômica discute reservar uma quantia inferior à prevista no contrato de um empréstimo firmado pela estatal e complementar os recursos ao longo do próximo ano, por meio de créditos adicionais. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.
A medida ainda está em discussão e não representa um corte definitivo nos recursos destinados à empresa. A proposta busca aliviar a pressão sobre o Orçamento de 2027, que enfrenta limitações para acomodar despesas obrigatórias e outras prioridades do governo.
Contrato prevê aporte bilionário da União
Os Correios contrataram um empréstimo para reforçar sua situação financeira. Como condição da operação, a União se comprometeu a injetar pelo menos R$ 6 bilhões na estatal até o fim de 2027.
Bancos que concederam o empréstimo exigiram que a União realizasse o aporte financeiro como garantia da operação. O governo planejou incluir os recursos diretamente na proposta da Lei Orçamentária de 2027, que enviará ao Congresso Nacional.
Os cinco bancos que concederam o empréstimo aos Correios:
- Banco do Brasil;
- Caixa Econômica Federal;
- Bradesco;
- Itaú, e
- Santander.
Agora, porém, integrantes da equipe econômica estudam reservar um valor menor no projeto de orçamento. Caso a necessidade se confirme ao longo do ano, o governo poderá solicitar autorização do Congresso para liberar recursos adicionais.
Segundo a Folha, integrantes da área econômica defendem essa alternativa para abrir espaço no Orçamento sem descumprir, de imediato, as obrigações assumidas no contrato do empréstimo.
Proposta enfrenta resistência
A estratégia, no entanto, não é consenso dentro do governo. Técnicos afirmam que um aporte inferior ao previsto pode gerar insegurança sobre a capacidade de recuperação financeira dos Correios e levantar dúvidas quanto ao cumprimento das condições estabelecidas no financiamento.
A definição dependerá da versão final da proposta orçamentária, que o governo deve encaminhar ao Congresso até 31 de agosto.
Correios acumulam prejuízos
Os Correios enfrentam uma de suas piores crises financeiras, registrando um prejuízo histórico de R$ 3,16 bilhões somente no primeiro trimestre de 2026. Esse rombo agrava o déficit de R$ 8,5 bilhões acumulado em 2025.
O aporte da União integra essa estratégia. Embora o governo estude diminuir o valor reservado inicialmente no Orçamento, a intenção é complementar os recursos posteriormente, caso isso seja necessário para cumprir o contrato firmado pela empresa.
+ Para entender Política no Brasil hoje
E mais: "Uma bomba chamada Correios", reportagem de Lucas Cheiddi e Uiliam Grizafis publicada na Edição 287 da Revista Oeste
O post Governo cogita reduzir aporte aos Correios no Orçamento de 2027 apareceu primeiro em Revista Oeste.


