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Governo brasileiro contesta revogação de visto de embaixadora e nega justificativas dos EUA

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou, nesta terça-feira, 4, a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que as duas justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado norte-americano são falsas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta terça-feira, 4, à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que "repudia a decisão" anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano e declarou que "as duas justificativas apresentadas são falsas".

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Segundo o governo brasileiro, o processo de concessão de agrément, o aval diplomático do país que receberá um embaixador estrangeiro, é confidencial e "o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula a Convenção de Viena". A nota acrescenta que o governo norte-americano tornou público o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal ao Brasil.

O Palácio do Planalto também afirmou que o pedido de agrément dos EUA "ainda se encontra em análise" e afirmou que "não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément".

0408 - NOTA À IMPRENSA - Nota em reação à decisão dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em WashingtonBaixar

Governo Lula cita negativa de vistos e sanções a autoridades brasileiras

Na nota, o governo brasileiro também abordou a decisão de negar vistos de entrada no Brasil a dois funcionários do governo norte-americano. Segundo o texto, eles planejavam visitar o país "para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional".

O comunicado menciona ainda que permanecem em vigor sanções individuais contra autoridades brasileiras, "notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro". De acordo com a nota, entre os atingidos estão ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do primeiro escalão do Poder Executivo.

O governo brasileiro informou que buscou solucionar as divergências entre os dois países e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao presidente Donald Trump, durante visita a Washington em maio, o levantamento dessas sanções.

Na avaliação do Planalto, a decisão dos EUA "não é um fato isolado" e integra "uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo". A nota também afirma que há "interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente".

Ao final, o governo Lula reiterou que, "em linha com sua tradição diplomática", se opõe "à lógica de confrontação" e defende "o diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais".

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