Governo brasileiro lidera gastos com anúncios em redes sociais
Entre 2 de abril e 30 de junho de 2026, o governo do Brasil foi o maior anunciante da plataforma Meta, com R$ 22,7 milhões em publicidade. Em segundo lugar aparece o PT, com R$ 2,8 milhões.

Por Thiago Contreira
O ranking da biblioteca de anúncios da Meta, dona das redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp, escancara o tamanho da vantagem de quem está sentado sobre a máquina pública. Entre 2 de abril e 30 de junho de 2026, o governo do Brasil foi o maior anunciante da plataforma, com R$ 22,7 milhões em publicidade. Logo atrás, em segundo lugar, aparece o PT, com R$ 2,8 milhões.
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No topo do ranking estão, lado a lado, o governo comandado por Lula e o partido de Lula. Uma frente opera com dinheiro público. A outra, com estrutura partidária. O resultado é uma ocupação massiva do ambiente digital em pleno ano eleitoral.
Uma comparação expõe a desproporção. Enquanto o governo do Brasil despejou milhões em anúncios nas redes sociais, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos-SP), aparece no mesmo levantamento com R$ 610 mil, valor 37 vezes menor que o utilizado por Lula. A publicidade do petista não é apenas uma questão de comunicação institucional. É vantagem em forma de construção de narrativa e presença digital financiada pela força de quem controla o governo federal.
A Meta não julga o conteúdo das peças. Mas o ranking basta para levantar uma pergunta: Lula está usando a máquina pública para informar a população ou para pavimentar uma campanha desigual?
Para a oposição, o dado deve virar munição. Enquanto adversários disputam espaço com orçamentos limitados, o campo governista entra na eleição com duas turbinas ligadas: o Palácio do Planalto e o PT.
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