Governo brasileiro não define data para retorno de embaixador à Argentina
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tem previsão para o retorno do embaixador brasileiro à Argentina, após o descontentamento com declarações do presidente argentino Javier Milei em evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Fontes diplomáticas indicam que a volta de Julio Bitelli a Buenos Aires depende da evolução do impasse, considerado inédito
Sem previsão para o retorno do embaixador brasileiro à Argentina, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva evita definir datas depois da insatisfação do petista com as falas do presidente argentino Javier Milei, em evento do Partido Liberal (PL) que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato ao Planalto.
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Fontes do setor diplomático sugerem que a volta de Julio Bitelli a Buenos Aires dependerá da evolução do impasse, considerado inédito nas relações entre Brasil e Argentina. O chamado do diplomata para consultas em Brasília sinaliza o incômodo do governo brasileiro com as críticas de Milei.
Reações diplomáticas e repercussão das declarações
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também convocou Daniel Raimondi, embaixador argentino no Brasil, para expressar formalmente a insatisfação diante da postura do presidente da Argentina.
No episódio recente, Milei chamou Lula de “presidiário” e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, como “lixo careca”.
Nesta segunda-feira, 27, Bitelli esteve reunido por cerca de 40 minutos com Mauro Vieira, pouco antes da viagem do ministro à posse de Keiko Fujimori como presidente do Peru. Existe a expectativa de um novo encontro entre ambos depois do retorno de Vieira ao país.
Durante a recepção ao presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, no Itamaraty, Julio Bitelli também conversou brevemente com Lula sobre o cenário diplomático.
Alinhamentos políticos e estratégias de resposta de Lula
Integrantes do governo brasileiro avaliam que Javier Milei atua em alinhamento com Donald Trump, nos Estados Unidos. Eles enxergam que há uma tentativa de favorecimento da dupla à eleição de Flávio Bolsonaro. Fontes do PT afirmam que Milei teria vindo ao Brasil para cumprir uma missão atribuída por Trump.
Lula, por sua vez, optou por não responder diretamente ao argentino. No sábado, Milei voltou a chamá-lo de “presidiário”. Perguntado sobre o caso nesta segunda-feira, 27, o presidente ironizou: “Quem é esse cara?”.
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