Governo reúne setores industriais afetados por tarifa dos EUA
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira, 21, uma reunião com representantes dos principais setores da indústria brasileira atingidos pela tarifa de 25% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos nacionais. O encontro faz parte da estratégia do Palácio do Planalto para definir uma resposta ao impacto do tarifaço sobre as exportaçõ
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira, 21, uma reunião com representantes dos principais setores da indústria brasileira atingidos pela tarifa de 25% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos nacionais.
A rodada de encontros faz parte de uma estratégia do Palácio do Planalto para definir uma resposta ao impacto do tarifaço sobre as exportações brasileiras. A expectativa do governo é apresentar aos empresários as primeiras iniciativas em estudo, ouvir as demandas de cada segmento e ajustar as medidas que deverão compor o plano de reação.
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As tratativas com os setores da indústria foram conduzidas principalmente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sob coordenação do secretário-executivo Márcio Elias Rosa.
Participam desta primeira rodada:
- Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea);
- Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças);
- Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq);
- Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit);
- Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados);
- Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast);
- Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee); e
- Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip).
A iniciativa ocorre em meio à percepção do Planalto de que há poucas perspectivas de avanço nas negociações com Washington no curto prazo. Integrantes do governo avaliam que a Casa Branca dificilmente deve retomar tratativas mais amplas sobre a política tarifária antes das eleições presidenciais brasileiras de 2026, independentemente de quem dispute ou vença o pleito.
Exportações e novos mercados
Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a nova tarifa deve atingir aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. A pasta calcula que 57% da pauta exportadora continuará isenta da sobretaxa, enquanto cerca de 24% das vendas ao mercado norte-americano permanecem submetidas ao regime tarifário relacionado às investigações sobre aço e alumínio.
Como parte da estratégia de diversificação comercial, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) reservou R$ 130 milhões para ampliar a inserção de produtos brasileiros em outros mercados internacionais.
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Entre as medidas previstas está o financiamento de missões comerciais ao Brasil, com o objetivo de trazer compradores estrangeiros para negociar diretamente com empresas nacionais.
A prioridade será ampliar a presença brasileira na União Europeia, aproveitando o acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia, além de intensificar relações com países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e mercados da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.
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