Governo suspende repasse de R$ 6 milhões a ONG após irregularidades em castrações
O governo federal suspendeu a liberação de R$ 6 milhões destinados à Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC) após serem identificadas inconsistências nos registros de castrações e microchipagem de animais em São Paulo. A entidade já havia recebido R$ 5 milhões dos R$ 11 milhões previstos em parceria financiada por emenda parlamentar do deputado Bruno Li
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva suspendeu a liberação de R$ 6 milhões destinados à Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC) depois de surgirem inconsistências em registros de castrações e microchipagem de animais realizadas em São Paulo.
A entidade recebeu R$ 5 milhões dos R$ 11 milhões previstos em uma parceria financiada por emenda parlamentar do deputado Bruno Lima (Podemos-SP). A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou que os pagamentos permanecerão interrompidos até que haja o esclarecimento das irregularidades apontadas. A pasta também solicitou documentos para verificar os atendimentos realizados pelo programa Castra+.
Registros e dúvidas do governo
As suspeitas surgiram depois de uma análise de fichas preenchidas durante ações de castração e colocação de microchips. Segundo o Metrópoles, foram examinados 500 registros. Apenas 61 apresentavam o nome do responsável pelo animal.
Em alguns casos, os dados chamaram atenção por apresentarem nomes incompatíveis com possíveis tutores, como “Samsung A14”. Assim, o MMA pediu à CHC informações sobre mais de 1,2 mil registros considerados questionáveis. Entre os documentos solicitados estão a identificação dos animais, fichas individuais, prontuários, comprovantes dos atendimentos, informações dos responsáveis técnicos e registros fotográficos.
A CHC informou ao ministério que parte das inconsistências ocorreu porque os registros foram preenchidos “em lote” pela clínica contratada para executar os procedimentos. Diante dos questionamentos, a entidade comunicou a suspensão preventiva dos pagamentos e o encerramento do contrato com a empresa responsável pelas castrações.
A associação afirma, porém, que realizou todos os procedimentos previstos. Em nota, declarou que “100% das castrações previstas foram efetivamente realizadas e concluídas”. A CHC também afirmou que não é alvo de investigação, mas passa por auditoria, e que os pagamentos estão suspensos para instituições que recebem emendas parlamentares.
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Bruno Lima também contestou a existência de castrações fictícias. O deputado afirmou ter solicitado uma auditoria externa e disse que o procedimento não encontrou animais que não tivessem sido atendidos. Segundo ele, a documentação, incluindo uma planilha com assinaturas de tutores, foi enviada ao Ministério do Meio Ambiente.
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