Grassi quer correr 42 km/dia ao redor do TSE contra decisão de Toffoli
O candidato à Presidência da República Wilson Grassi (Democrata) afirmou nesta terça-feira, 1º, que correrá 42 quilômetros por dia, o equivalente a uma maratona, ao redor da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Segundo ele, a rotina continuará até que o ministro Dias Toffoli reveja uma decisão que impôs restrições à sua campanha. A medida de Toffoli impede a estrutura de Gra
O candidato à Presidência da República Wilson Grassi (Democrata) afirmou nesta terça-feira, 1º, que correrá 42 quilômetros por dia, o equivalente a uma maratona, ao redor da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Segundo ele, a rotina continuará até que o ministro Dias Toffoli reveja uma decisão que impôs restrições à sua campanha.
A medida de Toffoli impede a estrutura de Grassi de realizar propaganda eleitoral na internet, utilizar recursos do fundo eleitoral e participar de debates. O ministro tomou a decisão depois de a candidatura não informar dentro do prazo os perfis utilizados nas redes sociais.
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“Vou correr todos os dias para mostrar que não vamos desistir", afirmou Grassi ao site Poder360. "Enquanto tentarem calar nossa voz, continuaremos lutando de maneira pacífica, democrática e dentro da lei."
O candidato também disse que pretende manter o protesto diário enquanto a decisão permanecer em vigor. “Vou correr uma maratona por dia, 42 quilômetros, em torno do TSE, até que essa decisão que me censurou nas redes sociais seja revertida”, declarou.
Decisão de Toffoli sobre Wilson Grassi
Toffoli determinou as restrições na segunda-feira 31. Segundo o ministro, a campanha de Grassi comunicou ao TSE somente em 28 de agosto a existência de oito perfis utilizados pela candidatura nas redes sociais. O registro ocorreu 17 dias depois do pedido de registro da candidatura.
As regras eleitorais estabelecem que contas já existentes devem constar no momento do registro da candidatura. No caso de perfis criados posteriormente, a comunicação ao TSE precisa ocorrer em até 24 horas. Conforme a decisão, a campanha de Grassi não cumpriu essas exigências.
A informação dos perfis também permite que as plataformas ajustem seus algoritmos para impedir que conteúdos de candidatos sejam recomendados a usuários que não os seguem. A legislação eleitoral veda a prática.
A decisão de Toffoli também atingiu inicialmente a candidatura presidencial de Renan Santos (Missão). Nesta terça-feira, porém, o ministro suspendeu as restrições impostas ao candidato.
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Segundo Toffoli, a campanha de Renan Santos e os provedores de internet cumpriram integralmente as determinações estabelecidas anteriormente. Com isso, a candidatura voltou a ter autorização para realizar propaganda digital e participar de debates.
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