Greve da Caixa atrasa pagamentos a construtoras do Minha Casa, Minha Vida
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal em setembro atrasou pagamentos a construtoras que vendem imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida. A paralisação durou 20 dias e afetou os resultados das empresas entre julho e setembro. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a greve atrasou a análise de documentos, a aprovação de financiamentos e a assinatura de contratos. Com isso, as construto
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal em setembro atrasou pagamentos a construtoras que vendem imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida. A paralisação durou 20 dias e afetou os resultados das empresas entre julho e setembro.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a greve atrasou a análise de documentos, a aprovação de financiamentos e a assinatura de contratos. Com isso, as construtoras tiveram de esperar mais tempo para receber o dinheiro dos imóveis vendidos.
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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção informou que empresas do setor relataram acúmulo de pedidos e demora na conclusão dos contratos. A entidade ainda não sabe quantos financiamentos foram afetados.
"Os atrasos na conclusão dos financiamentos podem afetar tanto o fluxo de caixa das empresas, especialmente as menores, quanto as famílias que aguardam a finalização da compra do imóvel", afirmou Clausens Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da entidade.
Greve da Caixa afeta resultados das construtoras
Segundo o banco BTG Pactual, a greve atrasou o recebimento de cerca de R$ 80 milhões pela MRV. Já a Cury registrou uma redução estimada de R$ 194 milhões nos pagamentos de imóveis financiados no trimestre, em comparação com o mesmo período de 2025.
Além da paralisação, a Caixa adotou critérios mais rigorosos para aprovar financiamentos. A dificuldade para conseguir crédito também contribuiu para o aumento dos cancelamentos de compras. Na Cury, os cancelamentos somaram R$ 358 milhões, alta de 59% em um ano. Na Tenda, chegaram a R$ 312 milhões, aumento de 78%, conforme o BTG Pactual.
Apesar das dificuldades, as três construtoras mantiveram o ritmo de vendas de imóveis populares. O BTG Pactual avalia que a greve apenas adiou o recebimento dos pagamentos, sem provocar perdas definitivas de vendas ou receitas.
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