Greve na USP continua sem acordo sobre bolsas estudantis
Depois de uma negociação realizada na quinta-feira, 30, a reitoria e estudantes da Universidade de São Paulo (USP) não chegaram a um acordo. Sem consenso, a greve deve continuar ao menos por mais uma semana. Uma nova reunião chegou a ser discutida entre as partes, mas não teve data confirmada até o momento. Impasse gira em torno do valor das bolsas O principal ponto de divergência envolve
Depois de uma negociação realizada na quinta-feira, 30, a reitoria e estudantes da Universidade de São Paulo (USP) não chegaram a um acordo. Sem consenso, a greve deve continuar ao menos por mais uma semana.
Uma nova reunião chegou a ser discutida entre as partes, mas não teve data confirmada até o momento.
Impasse gira em torno do valor das bolsas
O principal ponto de divergência envolve o reajuste das bolsas do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Pafpe). Para encerrar a paralisação, a reitoria propôs correção anual com base no IPC-Fipe, índice que acompanha a variação de preços na capital paulista.
Nos últimos 12 meses, o indicador registrou alta de 3,5%. Esse percentual elevaria o auxílio integral de R$ 885 em cerca de R$ 31, segundo os dados apresentados durante a reunião.
Os estudantes rejeitaram a proposta. O grupo defende que o valor das bolsas se aproxime do salário mínimo paulista, atualmente em R$ 1.804.
Criado em 2022, o Pafpe iniciou com repasse de R$ 800 a alunos de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Desde então, o programa passou por dois reajustes, sendo o primeiro de 6% e o segundo de 4%.
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Além da questão financeira, a reitoria apresentou sugestões relacionadas aos restaurantes universitários, outro ponto levantado pelos estudantes. Entre as medidas, estão a criação de grupos para avaliar a qualidade do serviço, a contratação de novos funcionários e a ampliação da oferta de refeições.
A proposta inclui três refeições durante a semana, além da oferta de café da manhã e almoço aos sábados. A universidade também sugeriu a criação de um grupo de trabalho com participação discente para discutir temas como cotas para trans e indígenas nos processos seletivos.
Sem acordo, a paralisação já atinge as 43 unidades da universidade, entre escolas, faculdades e institutos, tanto na capital quanto no interior.
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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha


