Greve paralisa 3 linhas de trem em São Paulo
Trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve a partir do primeiro minuto desta terça-feira, 4, depois de assembleia realizada nesta segunda-feira, 3. A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Com o anúncio, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos para terça-feira. + Leia mais notícias de Brasil em Oe
Trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve a partir do primeiro minuto desta terça-feira, 4, depois de assembleia realizada nesta segunda-feira, 3. A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Com o anúncio, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos para terça-feira.
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O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que representa os funcionários dessas linhas, aprovou a paralisação em protesto contra a privatização dos serviços para a concessionária Trivia Trens. A categoria também reivindica a manutenção dos empregos.
A paralisação ocorre depois de um incêndio em um vagão registrado no último mês. Na ocasião, o governo de São Paulo determinou que a operação das linhas voltasse temporariamente para a CPTM por 90 dias. Não há prazo definido para o encerramento da greve.
Governo aciona Justiça para garantir operação da CPTM durante greve
Em nota, o Governo do Estado de São Paulo e a CPTM afirmaram que lamentam a decisão do sindicato de manter a greve, mesmo depois de uma reunião realizada nesta segunda-feira, 3. Segundo o governo, foram apresentados compromissos relacionados à preservação dos postos de trabalho e à análise de propostas de interesse da categoria.
Entre as medidas citadas pelo governo estão a possibilidade de absorção de empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.
O governo afirmou que “a paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário”.
A CPTM informou ainda que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
Segundo a CPTM, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, que são concedidas, além da linha 10-Turquesa, seguem em operação regular. O sistema metroviário, incluindo linhas administradas pelo Metrô e por concessionárias, também funciona normalmente. A companhia informou que acionou um plano de contingência para reduzir os impactos aos passageiros.
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