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Grupo Habib's obtém proteção judicial para renegociar dívida de R$ 312 milhões

O Grupo Gennius, controlador das redes Habib's, Ragazzo, Tendall Grill e outras marcas, conseguiu na Justiça uma tutela cautelar antecedente para negociar dívidas que somam R$ 312,4 milhões. A medida suspende temporariamente parte das cobranças contra a empresa e costuma anteceder pedidos de recuperação judicial.

O Grupo Gennius, controlador das redes Habib's, Ragazzo, Tendall Grill e outras marcas, conseguiu na Justiça uma tutela cautelar antecedente para negociar dívidas que somam R$ 312,4 milhões. A medida suspende temporariamente parte das cobranças contra a empresa e costuma anteceder pedidos de recuperação judicial.

Em nota, o grupo confirmou a iniciativa e afirmou que busca renegociar os passivos financeiros que acumulou nos últimos anos. A empresa também informou que todas as unidades seguem em funcionamento, mantendo as operações normalmente.

Justiça concede proteção parcial ao grupo

O juiz Jomar Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, proferiu a decisão. O magistrado suspendeu, por 60 dias, as execuções relacionadas a créditos sujeitos à recuperação judicial e proibiu credores de interromper o fornecimento de serviços essenciais, como água, energia, gás e tecnologia.

O Ministério Público pediu que o grupo apresente documentos adicionais para comprovar a integração operacional | Foto: Freepik

Por outro lado, o juiz rejeitou o pedido para liberar recebíveis e investimentos cedidos fiduciariamente. Segundo a decisão, esse tipo de crédito não se submete aos efeitos de uma eventual recuperação judicial.

O pedido de tutela envolve 174 empresas do Grupo Gennius, entre elas Alsaraiva Empreendimentos Imobiliários, Allpasta Empreendimentos e Participações e Mercatto Express. O processo também incluiu o presidente do grupo, Alberto Saraiva, e o administrador Belchior Saraiva Neto.

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Na ação, o grupo atribui a deterioração de sua situação financeira aos efeitos da pandemia entre 2020 e 2022, às mudanças no comportamento dos consumidores com o avanço das plataformas de entrega e ao endividamento bancário superior a R$ 300 milhões, que, segundo a empresa, comprometeu o fluxo de caixa e a manutenção das atividades.

O Ministério Público pediu que o grupo apresente documentos adicionais para comprovar a integração operacional e financeira entre as empresas e os administradores incluídos na proteção judicial.

Entre os principais credores estão Bamko Importação, com crédito de R$ 4,2 milhões, De Marchi, com R$ 1,7 milhão, Seara Alimentos, com R$ 1,4 milhão, além de Duas Rodas Industrial, Banco Inter e Ouribank.

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