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Henry Borel: perito desbanca hipótese de acidente doméstico

O menino Henry Borel Medeiros deu entrada no Hospital Barra D’Or sem vida e com sinais de sofrimento prolongado na madrugada de 8 de março de 2021. O perito do Ministério Público, Luiz Carlos Leal Prestes, revelou esses detalhes aos jurados nesta sexta-feira, 29, durante o quinto dia do julgamento dos acusados do crime no Rio de Janeiro. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste A temperatura

O menino Henry Borel Medeiros deu entrada no Hospital Barra D’Or sem vida e com sinais de sofrimento prolongado na madrugada de 8 de março de 2021. O perito do Ministério Público, Luiz Carlos Leal Prestes, revelou esses detalhes aos jurados nesta sexta-feira, 29, durante o quinto dia do julgamento dos acusados do crime no Rio de Janeiro.

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A temperatura de 34°C medida no corpo do garoto logo que ele pisou na emergência médica comprova o óbito precoce. O especialista explicou que o garoto morreu entre duas e três horas antes de receber o socorro hospitalar. O laudo necroscópico apontou um rasgo no fígado que gerou um grande sangramento na barriga do menor enquanto o coração dele ainda batia.

Queda de cama é invenção da defesa

O médico veterano desmentiu de forma categórica a versão de queda de cama sustentada pelos advogados dos réus. O especialista afirmou que o acidente doméstico é uma fantasia jurídica, pois o menino exibia dezenas de machucados espalhados por diferentes partes do corpo, além de um inchaço no cérebro gerado por pancadas violentas na cabeça.

O profissional separou as marcas da violência daquelas causadas pelos médicos na tentativa de reanimação. Os arranhões na boca e no nariz nasceram com a inserção dos tubos de oxigênio na UTI, mas os outros traumas internos nasceram de agressões puras. O perito declarou que a vítima agonizou por horas e sentiu dores fortíssimas antes de perder os sentidos no apartamento da Barra da Tijuca.

Mãe passa mal e abandona a sessão do júri

A ré Monique Medeiros Costa e Silva desabou e deixou o plenário do Tribunal de Justiça por volta das 10h20. A mãe do garoto começou a chorar logo que o telão exibiu as fotografias coloridas das feridas internas do filho. A juíza do caso liberou a retirada da mulher para o ambulatório do prédio depois de constatar que a acusada precisava ficar deitada sob o efeito de sedativos.

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O atual julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique ocorre depois de uma sessão anterior naufragar no mês de março. Os defensores do antigo político abandonaram o fórum naquela oportunidade com a negativa de novos exames nos computadores apreendidos. O Ministério Público acusa o padrasto pelas agressões fatais e a mãe por omissão deliberada na proteção da criança.

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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra

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