Hugo Motta utilizou 176 voos da FAB desde que assumiu a Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez 176 viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) desde que assumiu o cargo. Do total, 75 voos tiveram como destino a Paraíba, seu estado de origem, o equivalente a 43% dos deslocamentos oficiais.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), utilizou aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) 176 vezes desde que assumiu o comando da Casa. O levantamento foi publicado pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Do total de viagens feitas por Motta, 75 voos tiveram como destino a Paraíba, seu Estado de origem, o equivalente a 43% de todos os deslocamentos realizados com aviões oficiais.
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Segundo a reportagem, as viagens para a Paraíba ocorreram mesmo em datas nas quais não havia compromissos públicos registrados na agenda oficial da Câmara dos Deputados. O levantamento aponta ainda que esse padrão se repete na maior parte dos deslocamentos realizados por Motta.
De acordo com os dados obtidos por O Globo, 82% dos voos feitos pelo presidente da Câmara não coincidem com agendas oficiais divulgadas no portal da Casa, o que indica ausência de compromissos públicos registrados nos dias das viagens.
O uso de aeronaves da FAB por presidentes da Câmara está previsto entre as prerrogativas do cargo. Ainda assim, o levantamento chama atenção para a frequência dos deslocamentos ao estado natal do parlamentar.
Uso de aviões da FAB por presidentes da Câmara
A publicação também comparou o uso de aviões da FAB por Motta com o de seus antecessores no comando da Câmara. Embora a Paraíba concentre 43% dos voos realizados pelo atual presidente, o percentual é inferior ao registrado por Rodrigo Maia (PSDB-RJ), que destinou 44% de seus deslocamentos ao Rio de Janeiro, e por Arthur Lira (PP-AL), que teve 55% das viagens concentradas em Alagoas.
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Ainda segundo a reportagem de Lauro Jardim, cada deslocamento realizado por meio da FAB representa um custo estimado em R$ 6,2 milhões, considerando o conjunto das operações analisadas pelo levantamento.
Os dados reforçam que, embora o uso das aeronaves oficiais seja autorizado aos ocupantes da presidência da Câmara, os deslocamentos para os estados de origem dos parlamentares têm sido uma característica recorrente das últimas gestões da Casa.
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