Ilhas do Pacífico sediam reunião preparatória para a COP31
Encontros pré-COP acontecem em Fiji e Tuvalu, de olho na agenda de negociação em Antália; baixa participação de líderes frustra anfitriões.
Ministros e negociadores climáticos estão reunidos na ilha de Fiji até a próxima 5ª feira (8/10) para avançar na agenda de negociação para a COP31, que acontecerá em novembro, na Turquia. O encontro está sendo liderado pelas pequenas nações insulares do Pacífico, como um esforço para elevar a ambição das conversas em Antália. Mas a baixa participação de lideranças internacionais é motivo de preocupação.
Apesar dos apelos dos pequenos países do Pacífico e da Austrália, que chefiará as negociações na COP31, os únicos líderes com presença confirmada são os de Antígua e Barbuda, Cabo Verde, Tailândia, Maldivas e Timor-Leste. “Esperávamos mais [participantes]”, reconheceu Ralph Regenvanu, ministro do clima de Vanuatu. “Isso apenas reflete a falta de atenção e prioridade dadas ao que as nações do Pacífico consideram a maior ameaça ao seu futuro.”
Por outro lado, cerca de 30 representantes de países e instituições participarão do segmento de líderes, tornando esta pré-COP a primeira a contar com a presença de presidentes ou primeiros-ministros, segundo a Reuters. A programação da pré-COP também inclui reuniões em Tuvalu.
Como a AFP assinala, a realização da pré-COP em uma ilha do Pacífico tem por objetivo mostrar aos líderes internacionais a realidade dos pequenos países insulares da região. Estes sofrem particularmente com o aumento do nível do mar, que ameaça “apagar do mapa” ilhas inteiras ou até mesmo nações.
Nesse sentido, o principal objetivo político do encontro é fortalecer a meta de 1,5oC para o aquecimento global neste século, em linha com o Acordo de Paris. Outra demanda é a expansão do financiamento climático por parte dos países desenvolvidos em benefício das nações mais pobres e vulneráveis, informa a Folha.
No entanto, a baixa participação de líderes e o cenário geopolítico instável sinalizam uma COP31 com pouco potencial de gerar resultados substanciais. O enviado especial da COP30 para a África, o economista Carlos Lopes, reconheceu que a conferência do clima em Antália não deve trazer avanços nas negociações climáticas.
“Vamos para a COP31 com o mesmo tipo de atitude que antecedeu a COP30. Ou seja, expectativas muito baixas. E não estou vendo por parte do organizador, neste caso, a Turquia, nada de específico para além de um programa de eletrificação, que seria uma questão adicional em termos de ambição”, disse Lopes, citado pela Exame.
Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/10/04/ilhas-do-pacifico-sediam-reuniao-preparatoria-para-a-cop31/
Fonte: climainfo.org · Por Célia Mello
