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Inadimplência atinge recorde em julho apesar do Desenrola, mostra Banco Central

O Banco Central informou nesta sexta-feira, 28, que a inadimplência no Sistema Financeiro Nacional alcançou 4,9% em julho, novo recorde, mesmo com a vigência do Novo Desenrola Brasil. O índice geral subiu 0,3 ponto percentual no mês e 0,9 ponto percentual em 12 meses.

Os dados mais recentes do Banco Central, divulgados nesta sexta-feira, 28, demonstram que a inadimplência no Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,9% em julho, e estabeleceu novo recorde mesmo com a vigência do Novo Desenrola Brasil. O índice geral aumentou 0,3 ponto porcentual no mês e 0,9 ponto porcentual em 12 meses.

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Entre os consumidores, o porcentual de inadimplentes chegou a 5,8%, 0,4 ponto porcentual acima do mês anterior e 1,1 ponto porcentual superior ao registrado há um ano. No setor empresarial, a inadimplência foi de 3,3%, subindo 0,1 ponto no mês e 0,5 ponto em 12 meses.

Desenrola Brasil e os impactos sobre a inadimplência

Lançado em maio, o programa Desenrola Brasil está ativo há dois meses, com o objetivo de facilitar acordos de dívidas e aliviar a situação financeira das famílias. A inadimplência em operações com recursos livres atingiu 6,4% em julho, sendo 7,8% para pessoas físicas e 4,2% para pessoas jurídicas.

O levantamento mostra que, em 12 meses, a inadimplência dos consumidores cresceu 1,1 ponto porcentual, enquanto nas empresas o avanço foi de 0,5 ponto. Esse cenário ocorre em meio à expansão do crédito, cujo estoque total alcançou R$ 7,4 trilhões em julho, alta de 0,3% no mês.

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Crescimento do crédito e variação dos juros

No mesmo período, o crédito para empresas recuou 0,7%, e somou R$ 2,7 trilhões, enquanto para pessoas físicas houve crescimento de 0,8%, o que totalizou R$ 4,6 trilhões. No acumulado de 12 meses, o volume de crédito aumentou 9,5%, com elevações de 7,4% entre empresas e 10,8% entre famílias.

A taxa média de juros das novas concessões foi de 32,1% ao ano em julho, com redução de 1,2 ponto porcentual no mês, mas elevação de 0,3 ponto em 12 meses. No crédito livre, a média ficou em 47,7% ao ano, caiu dois pontos no mês e subiu 1,8 ponto desde julho de 2025.

Para pessoas físicas, os juros do crédito livre recuaram 3,9 pontos porcentuais, e chegou a 60% ao ano, ainda 1,6 ponto acima do valor registrado um ano antes. Para empresas, a taxa subiu 1,1 ponto porcentual, e atingiu 25,4% ao ano.

Endividamento familiar e atualização dos dados

O endividamento das famílias se manteve em 49,8% em junho, estável em relação a maio, porém um ponto porcentual maior que há 12 meses. O comprometimento da renda aumentou 0,4 ponto no mês e 1,7 ponto em 12 meses, e alcançou 28,9%.

Os dados referentes ao endividamento e comprometimento da renda familiar são atualizados com maior defasagem em relação às informações sobre crédito e inadimplência, por isso os números mais recentes disponíveis são de junho.

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