Incêndio na Ceagesp causa prejuízo superior a R$ 40 milhões
O incêndio que destruiu um galpão da Ceagesp, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, deixou um prejuízo estimado em mais de R$ 40 milhões, segundo um empresário que presta serviços a mais de 100 comerciantes afetados. O fogo atingiu 320 boxes na noite deste sábado, 5, comprometendo a estrutura e provocando a interdição preventiva do local pela Defesa Civil. Mais de 100 permissionários ma
O incêndio que destruiu um galpão da Ceagesp, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, deixou um prejuízo estimado em mais de R$ 40 milhões, segundo um empresário que presta serviços a mais de 100 comerciantes afetados. O fogo atingiu 320 boxes na noite deste sábado, 5, comprometendo a estrutura e provocando a interdição preventiva do local pela Defesa Civil.
Mais de 100 permissionários mantinham atividades no galpão, entre quiosques de frutas, restaurantes e lojas de embalagens. Comerciante que trabalha no local há 30 anos, Maria Helena estima em R$ 300 mil o prejuízo apenas com o estoque de mercadorias, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo.
Ceagesp: problemas de manutenção
Marcela Costa, que também opera no mercado, calcula em R$ 250 mil os danos ao escritório de sua loja de cocos. Marcio Neto, comerciante há mais de 40 anos, afirma ter perdido milhões.
Permissionários dizem que problemas elétricos já haviam sido comunicados à direção da Ceagesp. Marcela Costa relatou que uma caixa de energia próxima ao escritório começou a emitir estalos cerca de dez dias antes do incêndio. Segundo ela, a empresa foi avisada, mas só enviou alguém para verificar o problema no dia seguinte ao desastre.
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José Aires, comerciante há 14 anos, afirmou ao jornal que a falta de manutenção contribuiu para o incêndio. Comerciantes relataram que a Ceagesp tentou inicialmente conter as chamas com um caminhão-pipa antes de acionar o Corpo de Bombeiros, o que, segundo eles, pode ter favorecido a propagação do fogo. A Ceagesp, diz o jornal, não respondeu às acusações.
A situação contrasta com a gestão do coronel Ricardo Mello Araújo, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro e responsável pela Ceagesp entre outubro de 2020 e o início de 2023. Em balanço de 2022, a companhia informou ter investido R$ 3,5 milhões em pavimentação e contratado mais R$ 8,8 milhões em obras. A administração disse ter zerado uma dívida de R$ 78 milhões.
Os dados divulgados pela própria Ceagesp registram investimentos em infraestrutura durante aquele período. O incêndio agora coloca novamente em evidência a necessidade de manutenção de uma estrutura que movimenta milhares de comerciantes e consumidores diariamente.
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