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Índia será a terceira maior economia do mundo em cinco anos

A Índia deverá se tornar a terceira maior economia do mundo em 2031, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas em outubro de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) indiano deverá alcançar US$ 6,74 trilhões naquele ano, superando o da Alemanha, estimado em US$ 6,30 trilhões. + Leia mais notícias de Economia em Oeste A mudança

A Índia deverá se tornar a terceira maior economia do mundo em 2031, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas em outubro de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) indiano deverá alcançar US$ 6,74 trilhões naquele ano, superando o da Alemanha, estimado em US$ 6,30 trilhões.

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A mudança representa um avanço expressivo para o país asiático, que atualmente ocupa a sexta posição no ranking das maiores economias, com PIB estimado em US$ 4,06 trilhões em 2026. Em cinco anos, o valor deverá aumentar aproximadamente 66%, em termos nominais e medidos em dólares.

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A ascensão ocorrerá em duas etapas importantes. Em 2027, a Índia deverá ultrapassar o Japão, alcançando a quarta colocação, com PIB de US$ 4,52 trilhões, contra US$ 4,47 trilhões da economia japonesa. Quatro anos depois, a ultrapassagem da Alemanha deverá colocá-la entre as três maiores potências econômicas do planeta.

O movimento reflete a transformação da economia indiana nas últimas décadas, impulsionada pela expansão do setor de serviços, pelo desenvolvimento tecnológico, pelo aumento dos investimentos em infraestrutura e pelo crescimento do mercado consumidor.

Com uma população superior a 1,4 bilhão de habitantes, a Índia dispõe de um amplo mercado interno e de uma força de trabalho que continua se expandindo, em contraste com o envelhecimento demográfico observado em países como Japão e Alemanha.

O país também ampliou sua presença em atividades ligadas à tecnologia da informação, aos serviços empresariais e à indústria. Ao mesmo tempo, busca atrair investimentos internacionais e fortalecer sua capacidade produtiva, aproveitando a reorganização das cadeias globais de fornecimento.

As principais áreas em que a Índia têm adquirido protagonismo são tecnologia da informação e software; inteligência artificial; tecnologia espacial; infraestrutura financeira digital (com um serviço similar ao Pix); indústria farmacêutica e biotecnologia e engenharia, eletrônicos e semicondutores.

Em 2023, a missão Chandrayaan-3 realizou um pouso controlado na Lua, tornando a Índia o quarto país a conseguir esse feito. O programa espacial também oferece aplicações em telecomunicações, meteorologia, navegação e monitoramento ambiental.

Em termos culturais, o país também tem se mostrado ao mundo. Principalmente por meio de Bollywood, importante indústria cultural e uma ferramenta de influência internacional da Índia.

Bollywood se refere principalmente ao cinema produzido em hindi, concentrado em Mumbai. A indústria cinematográfica indiana também inclui grandes polos em idiomas como télugo, tâmil e malaiala.

A contribuição de Bollywood ocorre de várias maneiras: gera empregos na produção audiovisual, movimenta publicidade e plataformas de streaming, estimula atividades comerciais e turísticas e ajuda a divulgar a cultura indiana internacionalmente.

O conjunto do setor de mídia e entretenimento indiano, que inclui cinema, televisão, publicidade, música, conteúdo digital e outras atividades, movimentou aproximadamente US$ 32 bilhões em 2025, crescimento de 9% em relação ao ano anterior.

Apesar das perspectivas favoráveis, a economia indiana enfrenta desafios estruturais, como a desigualdade social, as diferenças regionais de desenvolvimento, a necessidade de geração de empregos formais e a melhoria da infraestrutura e da qualificação profissional.

O avanço no ranking também não significa que a Índia terá um padrão de vida superior ao das economias ultrapassadas. Como sua população é muito maior, o PIB por habitante continuará consideravelmente inferior ao registrado na Alemanha e no Japão.

EUA e China na liderança; Brasil em 8º

As projeções do FMI indicam que os EUA permanecerão como a maior economia mundial em 2031, com PIB de US$ 39,96 trilhões. A China ocupará a segunda posição, com US$ 28,55 trilhões.

A Índia aparecerá em terceiro lugar, com US$ 6,74 trilhões, seguida pela Alemanha, com US$ 6,30 trilhões, e pelo Reino Unido, com US$ 5,44 trilhões.

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O Japão deverá ocupar a sexta posição, com US$ 5 trilhões, enquanto a França permanecerá em sétimo, com US$ 4,07 trilhões.

O Brasil, por sua vez, deverá alcançar a oitava colocação, com PIB estimado em US$ 3,40 trilhões, seguido pelo Canadá, com US$ 3,13 trilhões, e pela Coreia do Sul, com US$ 3,07 trilhões.

As projeções são calculadas com base no PIB nominal em dólares americanos, indicador que considera o valor da produção de bens e serviços a preços correntes. Por essa razão, as posições podem ser influenciadas não apenas pelo crescimento real das economias, mas também pela inflação e pelas oscilações das taxas de câmbio. Por isso, as projeções estão sujeitas a mudanças.

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