Indústrias criticam tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros
Entidades industriais brasileiras lamentaram a decisão dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa às exportações do Brasil. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo atribuiu a medida à condução da política externa do governo Lula, que, segundo a entidade, gerou desgastes na relação bilateral.
As entidades representativas das indústrias brasileiras lamentaram, nesta quarta-feira, 15, a decisão dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atribuiu a responsabilidade ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a entidade, a condução política atual provocou desgastes na relação bilateral.
“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, diz a Fiesp em nota.
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Entidades da Indústria citam consequências do tarifaço
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou que a medida cria uma diferença relevante em relação aos concorrentes estrangeiros. Segundo a federação, a nova tarifa pode levar à substituição de fornecedores e pressionar a redução de preços. Além disso, prevê a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais com compradores norte-americanos.
“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano", afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg. "Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras.”
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Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) declarou que a sobretaxa agrava o cenário do comércio exterior. Segundo a entidade, as exportações brasileiras para os EUA caíram 13% no primeiro semestre, o que representa uma perda de US$ 2,6 bilhões.
"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban. "Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram."
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