INSS: quem é o advogado ligado a vice-líder de Lula e o que a PF investiga
O advogado Willer Tomaz de Souza é apontado pela Polícia Federal (PF) como o articulador de uma estrutura empresarial, financeira e logística à disposição do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado. Willer foi alvo de busca e apreensão, nesta terça-feira, 4, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A diligência ocorreu no âmbito do
O advogado Willer Tomaz de Souza é apontado pela Polícia Federal (PF) como o articulador de uma estrutura empresarial, financeira e logística à disposição do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado.
Willer foi alvo de busca e apreensão, nesta terça-feira, 4, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A diligência ocorreu no âmbito do inquérito que apura desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Conforme a PF, Souza operava um centro de movimentação financeira, administração patrimonial e apoio logístico.
Os agentes investigam se empresas, contas bancárias, contratos, imóveis e operações em espécie foram usados para ocultar a origem e o destino de recursos.
A polícia atribui a Rocha o papel de formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses e interferir em decisões patrimoniais. Willer, por sua vez, teria viabilizado essas solicitações por meio da estrutura associada a ele.
Durante pouco mais de dois anos, o PDT comandou o Ministério da Previdência. À época, o titular da pasta era o presidente nacional do partido, Carlos Lupi.
Lupi deixou o cargo, em virtude de denúncias de envolvimento com desvios no INSS.
Empresas de advogado associado a Weverton Rocha
De acordo com a PF, Samya de Oliveira Bernardes, mulher do senador, recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas relacionadas a Willer durante o período analisado. Entre elas, os investigadores mencionam a sociedade Aragão e Tomaz Advogados.
A polícia também identificou uma mensagem sobre o depósito de R$ 500 mil na conta pessoal de Samya. Em outro episódio, ela teria sido beneficiária de uma transferência de R$ 250 mil proveniente da Petro São José.
A PF apura a origem, a justificativa econômica e o destino desses recursos, além da possibilidade de redistribuição dos valores.
Casa usada pelo senador
Outra empresa relacionada a Willer, a WT Administração de Imóveis e Bens, aparece na compra, por R$ 6 milhões, de uma casa usada por Rocha no Lago Sul, região nobre de Brasília.
Para a PF, a operação pode indicar uma separação entre o proprietário formal do imóvel e seu possível beneficiário econômico.
As buscas foram autorizadas para localizar contratos, registros contábeis e outros documentos capazes de esclarecer a negociação.
A investigação também menciona movimentações entre empresas e familiares do senador, negócios imobiliários, postos de combustíveis e operações realizadas com dinheiro vivo.
Há ainda registros relacionados ao uso de aeronaves privadas para o transporte de valores, segundo a polícia.
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