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Inteligência artificial marca nova era no cinema

O avanço da inteligência artificial já mobiliza grandes empresas de entretenimento, como Google, Netflix, Amazon e Disney, que investem em projetos que incorporam a tecnologia em diferentes etapas da produção audiovisual, da criação de conceitos visuais aos efeitos especiais e à pós-produção.

Quando Crepúsculo dos Deuses estreou, em 1950, Billy Wilder apresentou ao mundo Norma Desmond, uma estrela do cinema mudo incapaz de aceitar as transformações de Hollywood. Décadas depois, a personagem voltou a simbolizar a resistência às mudanças, agora diante de uma nova revolução: a inteligência artificial.

O avanço da tecnologia já mobiliza algumas das maiores empresas do entretenimento. Google, Netflix, Amazon e Disney desenvolvem projetos que incorporam IA a diferentes etapas da produção audiovisual, da criação de conceitos visuais aos efeitos especiais e à pós-produção.

O movimento divide opiniões. Enquanto críticos alertam para riscos à criatividade e ao emprego, defensores argumentam que a tecnologia amplia as possibilidades de produção e reduz custos.

Um dos exemplos mais emblemáticos é Misaligned, longa-metragem da produtora britânica Particle 6 que terá como protagonista Tilly Norwood, apresentada como a primeira atriz assumidamente criada por inteligência artificial. Apesar da inovação, a produção reúne dezenas de profissionais humanos, entre diretores, roteiristas, editores e especialistas em IA.

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A inteligência artificial furou a bolha

A transformação também chega aos cineastas independentes. Com ferramentas cada vez mais acessíveis, filmes complexos e repletos de efeitos visuais podem ser produzidos por equipes reduzidas, sem os altos investimentos tradicionalmente exigidos pela indústria.

Essa mudança lembra outras revoluções que despertaram previsões sobre o “fim do cinema”. Foi assim com a chegada do som, da televisão, do videocassete, da computação gráfica, das câmeras digitais e, mais recentemente, do streaming. Em todos esses momentos, profissões desapareceram, outras surgiram e a linguagem cinematográfica continuou a evoluir.

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Agora, a inteligência artificial começa a ocupar praticamente todas as etapas da produção de um filme, do roteiro à edição, da sonorização à criação de imagens. A discussão já não é se essa transformação acontecerá, mas qual será sua dimensão.

Na Edição 330 da Revista Oeste, o leitor verá como a inteligência artificial representa mais um capítulo da longa história de reinvenções do cinema. Assine já.

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