Irã deve dominar discussões de Trump com líderes da Otan
O conflito com o Irã deve ser o tema central das conversas do presidente Donald Trump com líderes da Otan durante a cúpula em Ancara, na Turquia, que começa nesta terça-feira. Embora a agenda oficial priorize a guerra na Ucrânia e a contenção da Rússia, os Estados Unidos vão cobrar dos parceiros europeus maior comprometimento em missões fora do continente.
O conflito militar com o Irã deve dominar as conversas reservadas do presidente Donald Trump com os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante a cúpula extraordinária em Ancara, na Turquia. O evento começa nesta terça-feira, 7. Embora o cronograma oficial foque na guerra da Ucrânia e na contenção da Rússia, o governo norte-americano vai priorizar a cobrança de fidelidade dos parceiros europeus em missões fora do continente europeu.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
À Fox, o embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, confirmou que a Casa Branca usará a reunião para avaliar quais países apoiaram de fato a Operação Epic Fury no Oriente Médio. O diplomata declarou que Trump está profundamente desapontado com os aliados que proibiram o uso de bases militares ou vetaram o tráfego aéreo de caças norte-americanos. A insatisfação mira especialmente o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, que criticou a campanha de Washington.
Países europeu dividiram apoio durante os bombardeios
A recusa de governos europeus em abrir o espaço aéreo para as forças dos EUA gerou um racha nos bastidores do bloco. A Espanha liderou o boicote e impediu missões em seu território, enquanto a Itália limitou o suporte em suas pistas para voos de transporte de carga. O Reino Unido também barrou o uso de suas instalações no início da crise e só autorizou os ataques dos Estados Unidos depois de o regime iraniano aumentar o tom das ameaças.
Os países da Europa justificaram os vetos com base em travas jurídicas internas e no medo de sofrer retaliações do Irã no Estreito de Ormuz. Em resposta, os Estados Unidos planejam criar um sistema de punições e recompensas. Os governos que cooperaram na guerra vão receber prioridade na compra de armamentos avançados e facilidades comerciais com Washington, enquanto os países que se omitiram perderão privilégios.
Trump exige corte de gastos e exalta parceria com a Turquia
O presidente Trump usou a plataforma Truth Social para reclamar do custo financeiro de manter o exército dos Estados Unidos protegendo nações que não cumprem as metas de arrecadação do grupo. Trump quer fixar o novo teto de investimento em defesa em 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada nação associada. O republicano avisou que deixará sem amparo militar os governos inadimplentes que se recusarem a pagar a taxa estipulada.
O mandatário revelou a jornalistas que só aceitou viajar para a conferência internacional devido à boa relação que mantém com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Trump indicou que prefere negociar acordos de segurança bilaterais em vez de depender da estrutura burocrática da Otan. O teste de lealdade imposto pela Casa Branca deve moldar as decisões econômicas do bloco para os próximos anos.
Leia também: "Trump ironiza Giorgia Meloni e reacende troca de críticas"
O post Debates sobre o Irã devem marcar encontro de Trump com a Otan apareceu primeiro em Revista Oeste.



