Irmãos Batista pedem agilidade ao Cade para assumir fábrica de mísseis
O Grupo J&F solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a aprovação em rito sumário da compra da Avibras Aeroco. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os empresários Wesley e Joesley Batista justificaram o pedido urgente com a intenção de estrear na indústria de tecnologia de defesa e aeroespacial por meio da Globe Investimentos. + Leia mais notícias de Economia em Oest
O Grupo J&F solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a aprovação em rito sumário da compra da Avibras Aeroco.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os empresários Wesley e Joesley Batista justificaram o pedido urgente com a intenção de estrear na indústria de tecnologia de defesa e aeroespacial por meio da Globe Investimentos.
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A defesa do conglomerado alegou a ausência de riscos concorrenciais para acelerar o processo no órgão regulador.
Segundo ela, nenhuma empresa controlada pela família detém fatia superior a 10% no mercado nacional de armamentos. "A operação é simples e incapaz de produzir efeitos concorrencialmente nocivos", destacaram os advogados da holding.
Reestruturação e aportes
Os investidores defenderam perante o regulador que a transação garantirá recursos para o fortalecimento da atividade fabril no país. A fábrica de Jacareí (SP) retomou a produção de mísseis em maio, depois de três anos parada em razão de dívidas e paralisações de funcionários. Joesley Batista e um grupo de empresários brasileiros injetaram R$ 300 milhões na reabertura da unidade.
+ Leia também: "O império de influência dos irmãos Batista", texto de Artur Piva e Raphaela Ribas publicado na Edição 336 da Revista Oeste
A Avibras Aeroco assumiu os projetos e os ativos tecnológicos da antiga fabricante em outubro de 2025. O portfólio da companhia reúne o sistema de artilharia Astros, além de foguetes de treinamento e propulsores espaciais.
Apoio político e clientes no exterior
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou as instalações da fábrica em Jacareí dois meses depois do retorno das atividades e defendeu o rearmamento das Forças Armadas. A empresa vendia equipamentos militares para Arábia Saudita, Catar, Indonésia e Malásia antes da crise financeira.
O escritório familiar da dupla comandará a fabricante de armas de forma autônoma. O negócio opera sem integração com as demais empresas da holding, como JBS, Âmbar Energia e Eldorado Celulose.
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