Jairinho será isolado após celular ser encontrado em sua cela
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, será colocado em isolamento depois que agentes penitenciários encontraram um telefone celular escondido entre livros em sua cela, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.
O ex-vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, será colocado em isolamento depois de agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) encontrarem um telefone celular em sua cela no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense.
Segundo a pasta, o aparelho foi localizado nesta quarta-feira, 2, durante uma revista realizada depois de informações da Corregedoria indicarem que o preso mantinha um celular na cela. O equipamento estava escondido entre livros.
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A Corregedoria informou que abrirá um processo disciplinar para apurar tanto a conduta de Jairinho quanto a de servidores da unidade prisional. O caso também foi registrado na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), que ficará responsável pela investigação.
Por meio de nota, o advogado Rodrigo Faucz afirmou que a defesa não irá se manifestar enquanto não tiver acesso aos documentos e ao boletim de ocorrência.
A condenação de Jairinho
Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do enteado, Henry Borel, em março de 2021. Os jurados reconheceram os crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura. Além da pena, ele foi condenado a pagar R$ 400 mil por danos morais ao pai do menino, Leniel Borel.
Em contrapartida, Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, recebeu perdão judicial. Os jurados concluíram que ela não teve intenção de matar o filho e a consideraram culpada por homicídio culposo por omissão.
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Com a desclassificação da acusação, coube à juíza Elizabeth Machado Louro decidir sobre a pena. A magistrada aplicou o perdão judicial e extinguiu a punição. Monique também foi condenada a um ano e quatro meses de prisão por omissão no crime de tortura, mas a pena foi considerada cumprida por causa do período em prisão preventiva.
Na sentença, Elizabeth Louro citou aspectos relacionados à "violência de gênero" e afirmou que mães costumam receber tratamento desigual em casos de agressão familiar.
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