Jorge Messias se manifesta depois de derrota no Senado
O advogado-geral da União (AGU) afirmou aceitar a decisão do Senado que rejeitou seu nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, Messias se tornou o primeiro indicado à Corte barrado pelos senadores desde 1894. + Leia mais notícias de Política em Oeste Ao lado de parlamentares da base governista, Messias declarou conformação com o resulta
O advogado-geral da União (AGU) afirmou aceitar a decisão do Senado que rejeitou seu nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, Messias se tornou o primeiro indicado à Corte barrado pelos senadores desde 1894.
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Ao lado de parlamentares da base governista, Messias declarou conformação com o resultado. “O Senado é soberano, o plenário é soberano. O plenário falou, agradeço os votos que recebi”, afirmou.
Messias, que aguardava a sabatina desde 20 de novembro, disse ter participado do rito de forma íntegra. Ele relatou ter sido recebido por 78 senadores durante os meses de articulação e afirmou não ter reparos sobre a conduta dos parlamentares. “Eu cumpri o meu desígnio, participei de forma íntegra e franca de todo esse processo”, declarou.
O advogado-geral da União classificou a situação como atípica para sua carreira. “Não é simples para alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação”, disse.
Nova indicação para o STF
Com a rejeição de Jorge Messias, cabe ao presidente Lula realizar uma nova indicação para ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado. O novo nome precisará passar por uma nova sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, e, posteriormente, pela votação do plenário da Casa.
A última vez que o Senado Federal havia rejeitado um indicado à Suprema Corte foi no governo de Floriano Peixoto, com o veto ao médico Barata Ribeiro.
Resistência a Messias no Senado
Indicado em 20 de novembro de 2025 pelo presidente Lula, Messias enfrentou resistência desde o início. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), demonstrou oposição ao nome do advogado-geral da União, uma vez que defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte.
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Alcolumbre chegou a pautar a sabatina, mas recuou logo que constatou a falta de formalização do envio do nome pelo Palácio do Planalto. Sem o ofício presidencial, o rito não poderia ocorrer. O episódio evidenciou a estratégia do governo para ganhar tempo na tentativa de viabilizar o nome de Messias.
O processo se estendeu até abril, período em que Messias intensificou a articulação política. O advogado-geral da União percorreu gabinetes e buscou diálogo inclusive com senadores da oposição. Segundo relatos obtidos por Oeste, as investidas foram frequentes, mas não produziram efeito prático entre os adversários do governo.
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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo



