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Julho é o mês mais quente nos EUA em 132 anos

Os Estados Unidos registraram em julho o mês mais quente em 132 anos, com calor extremo atingindo grande parte do oeste, as Montanhas Rochosas, o meio-oeste superior, a costa do Golfo do México e o sudeste.

Julho foi o mês mais quente já registrado nos Estados Unidos desde 1895, quando começaram os registros há 132 anos, mostram dados divulgados na 2ª feira (10/8) pela Administração Atmosférica e Oceânica Nacional do país (NOAA). O mês foi marcado por longas e intensas ondas de calor no país, que registraram temperaturas recordes desde a costa leste até as Grandes Planícies e os estados do sudoeste.

A temperatura média em julho nos 48 estados contíguos dos EUA (o que exclui Alasca e Havaí) foi de 24,94°C. Ela supera os recordes anteriores, estabelecidos em julho de 1936 (24,88°C), em meio às condições climáticas extremas da Dust Bowl – grande desastre ambiental e agrícola que ocorreu na região das Grandes Planícies durante a década de 1930 -, e em julho de 2012 (24,83°C). E é 1,8°C superior à média do século 20 para essa área, informam Bloomberg e AP.

Em plena Copa do Mundo de Futebol 2026, da qual o país foi uma das sedes, os EUA foram atingidos por três ondas de calor distintas, nas quais temperaturas altíssimas foram mantidas sobre uma região por sistemas de alta pressão de movimento lento, explica o Guardian. O calor extremo atingiu grande parte do oeste, as Montanhas Rochosas, o meio-oeste superior, a costa do Golfo do México e o sudeste, segundo a NOAA.

De fato, julho tende a ser o mês mais quente do ano na maior parte do país. Contudo, mais de 600 recordes mensais de temperaturas máximas e mínimas foram quebrados em julho deste ano. Houve menos de 50 recordes mensais de temperatura mais baixa. Em qualquer mês, a média deveria ser equilibrada. Mas as mudanças climáticas causadas pela queima de combustíveis fósseis alteraram esse padrão, destaca a CNN.

Além dos termômetros nas alturas, partes dos EUA ficaram cobertas por uma densa camada de fumaça de incêndios florestais, com grandes focos consumindo florestas no Canadá e no noroeste do Pacífico estadunidense. Cientistas deixaram claro que o calor intenso, juntamente com os incêndios em larga escala, foi amplificado de forma significativa pela crise climática.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/08/11/eua-registram-o-mes-mais-quente-em-132-anos/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

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