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Justiça manda arquivar investigação sobre morte do cão Orelha

A Justiça de Santa Catarina mandou arquivar, nesta sexta-feira, 15, as investigações que envolveram os adolescentes supostamente envolvidos na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A decisão partiu da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital, e acompanha o entendimento do Ministério Público (MP). + Leia mais notícias de Brasil em Oeste O ó

A Justiça de Santa Catarina mandou arquivar, nesta sexta-feira, 15, as investigações que envolveram os adolescentes supostamente envolvidos na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A decisão partiu da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital, e acompanha o entendimento do Ministério Público (MP).

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O órgão concluiu que não há provas suficientes para incriminar os adolescentes nem que o animal foi morto em decorrência de agressões. Segundo o parecer da Justiça, a investigação da Polícia Civil do Estado baseou-se apenas em “suposições, boatos difundidos nas redes sociais e mensagens de WhatsApp".

Falta de provas

De acordo com o MP, não há qualquer imagem que mostre o animal sendo agredido, tampouco testemunhas presenciais do suposto ataque. Também afirmou que os laudos periciais não conseguiram determinar a origem das lesões encontradas no cão.

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A exumação do Orelha não identificou fraturas cranianas, embora tenha apontado infecções graves na região maxilar, além de inflamação nos cálculos dentários. Conforme o MP, essas condições poderiam explicar o quadro clínico do animal, e o órgão não descartou que Orelha tenha morrido em razão de uma doença preexistente.

Cão Orelha já apresentava infecções 

Segundo o documento, o cão apresentava inchaço na região do rosto, mas não possuía cortes, fraturas expostas ou sinais de espancamento. O MP também apontou contradições em depoimentos de testemunhas que relataram ter visto lesões graves no animal. Em um dos trechos citados na decisão, o órgão afirma que a forte repercussão midiática do caso pode ter influenciado memórias e versões apresentadas ao longo da investigação.

O MP também afirmou que não encontrou elementos objetivos ligando os adolescentes investigados ao caso. Um deles sequer estava na região da Praia Brava no momento apontado pela polícia; outro não teria acessado a praia; e um terceiro passou a ser associado ao caso principalmente em razão de relatos indiretos e comentários disseminados pelo porteiro de um condomínio local.

Leia mais: “Cão Orelha: MP conclui que não houve agressão e pede arquivamento do caso”

Além do caso Orelha, a decisão arquivou outras investigações que envolveram adolescentes na Praia Brava. Entre elas, um suposto furto em quiosque, que, segundo o MP, não teve materialidade comprovada; um caso de injúria e ameaça envolvendo um porteiro e adolescentes; e dois episódios relacionados ao cão Caramelo.

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Fonte: Revista Oeste · Por Uiliam Grizafis

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