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Kia negocia dívida dos anos 1990 para definir futuro no Brasil

A matriz da Kia estuda assumir diretamente a operação da marca no Brasil e substituir o atual importador. O presidente da Kia no Brasil, José Luiz Gandini, afirmou que o futuro da empresa depende da solução de uma negociação iniciada na década de 1990.

A matriz da Kia estuda assumir a operação da marca no Brasil e retirar o atual importador do negócio. O presidente da Kia no Brasil, José Luiz Gandini, afirmou que o futuro da empresa depende da solução de uma negociação iniciada na década de 1990. A informação foi divulgada pelo jornalista João Anacleto.

Em entrevista à emissora CNN Brasil, Gandini disse que a fabricante sul-coreana negocia um antigo passivo fiscal da Asia Motors. A Kia incorporou a Asia Motors no passado, mas, posteriormente, a Hyundai assumiu o controle do grupo.

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A Asia Motors anunciou, na década de 1990, um projeto para construir uma fábrica na Bahia. O plano previa a produção dos veículos Topic e Towner no Brasil. Segundo Gandini, a fábrica nunca foi construída. O executivo considera essa pendência o principal obstáculo para a Kia instalar uma unidade no país.

Origem do impasse da Kia

A Asia Motors fazia parte do grupo Kia desde a década de 1970. Em 1998, durante a crise financeira asiática, a Hyundai assumiu o controle da Kia e de seus ativos.

"A discussão sempre foi sobre quem deveria responder por essa dívida", afirmou o executivo. "Na visão do governo, a responsabilidade recai sobre a Asia Corporation."

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Segundo Gandini, representantes da Kia Corporation já visitaram o Brasil para tratar do assunto e a fabricante espera que um acordo destrave o projeto de industrialização no país. "Há muito tempo a Kia gostaria de produzir no Brasil", continuou. "Esse problema acabou levando a empresa a investir no México em vez do mercado brasileiro."

Gandini afirmou que as negociações continuam e que ainda não há uma definição sobre a construção da fábrica. Segundo ele, a matriz também não decidiu se assumirá a operação da marca no Brasil.

Segundo Gandini, a produção nacional reduziria a dependência do imposto de importação e ampliaria a oferta de veículos nas concessionárias.

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