Líder da oposição de esquerda é presa no Equador
A polícia do Equador prendeu, nesta quinta-feira, 22, Luisa González, ex-candidata presidencial de esquerda e uma das principais adversárias políticas do presidente Daniel Noboa. A detenção ocorreu em meio a uma investigação sobre suspeitas de irregularidades no financiamento de sua campanha eleitoral de 2023. As autoridades apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro. + Leia mais notícias
A polícia do Equador prendeu, nesta quinta-feira, 22, Luisa González, ex-candidata presidencial de esquerda e uma das principais adversárias políticas do presidente Daniel Noboa. A detenção ocorreu em meio a uma investigação sobre suspeitas de irregularidades no financiamento de sua campanha eleitoral de 2023. As autoridades apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro.
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A prisão foi confirmada pelo partido Revolução Cidadã, ao qual Luisa pertence, e divulgada inicialmente pelo ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), aliado político da ex-candidata. Em publicação nas redes sociais, Correa criticou a medida. A polícia também confirmou a detenção.
A Procuradoria-Geral do Equador informou que executou, junto com autoridades policiais, mandados de prisão contra três pessoas investigadas por suposta participação em lavagem de ativos. O órgão relaciona o caso a possíveis inconsistências nas contribuições e à origem dos recursos usados na campanha presidencial de 2023.
Investigação no Equador apura dinheiro da campanha
A investigação começou em janeiro deste ano e examina a suspeita de que recursos em espécie tenham entrado da Venezuela para financiar a campanha de Luisa González. A apuração também considera possíveis irregularidades nos gastos eleitorais. Até o momento, as suspeitas não representam uma comprovação de culpa.
A política nega irregularidades. Em manifestações anteriores, ela afirmou que as contas da campanha foram apresentadas às autoridades eleitorais e contestou a existência de provas suficientes contra ela. O caso integra uma investigação mais ampla sobre o financiamento político no país.
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A ex-candidata disputou duas eleições presidenciais contra Noboa. Em 2023, concorreu em uma eleição antecipada e perdeu para o atual presidente. Em 2025, voltou a enfrentá-lo no segundo turno, mas novamente saiu com a derrota.
Depois da última eleição, Luisa González manteve atuação na oposição e se tornou uma das principais representantes do correísmo, movimento político ligado a Correa.
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